Miríades
miiriades de cristais
saem de mim e explodem
saem de mim e explodem
saem de uma pele que não é minha
pequenos pontos de luz
coalham o chão como seixos
e luzem como diamantes
coalham o chão como seixos
e luzem como diamantes
saem de um corpo que não é meu
mas falam comigo
sabem de mim
colam-se ás plantas dos meus pés
sabem de mim
colam-se ás plantas dos meus pés
saem da minha cabeça como rosas
florescem de raízes que mergulham no meu cérebro
e sobem e crescem em silêncio
florescem de raízes que mergulham no meu cérebro
e sobem e crescem em silêncio
quando caminho ficam nas minhas pegadas
inscrevem-se em luz nas linhas das minhas mãos
rompem meus vestidos
fiam o meu linho
tecem em mim invisíveis marcas que só eu vejo
doem....magoam como o passado
inscrevem-se em luz nas linhas das minhas mãos
rompem meus vestidos
fiam o meu linho
tecem em mim invisíveis marcas que só eu vejo
doem....magoam como o passado
procuro no tempo e nada encontro
são espinhos destas rosas que tombam de mim
são amores de pombas brancas
são rolas,,,penas... alegrias....esperanças
são espinhos destas rosas que tombam de mim
são amores de pombas brancas
são rolas,,,penas... alegrias....esperanças
são talvez andorinhas brancas
que na ponta dos meus dedos....
........ pintam de sangue as estrelas
que na ponta dos meus dedos....
........ pintam de sangue as estrelas
Margarida Cimbolini








