Vindo
Venho da terra do Sol Poente
Trago nas mãos margaridas
E. nos degraus dos beirais
Piso lendas muito antigas
Colhi a urze do Monte
E a macia água da fonte
encheu.-me de madrigais
Venho das terras de Deus
Daquele Deus que me alumia
Venho cansada das gentes
Cansada das noites e dos dias
O tempo parece -me lento
E a escuridão campeia
Mendigo uma mão de verdade
Um cheiro doce uma cantiga
E só vislumbro vaidade
lamentos e quem maldiga
Se não é para mim o mundo
prefiro uma nuvem céu
gota serei na rosa
serei chama da lareira
ou serei antes madeira
Não quero ser a que ateia
Nem ser Vila nem adeia
Trago nas mãos margaridas
E. nos degraus dos beirais
Piso lendas muito antigas
Colhi a urze do Monte
E a macia água da fonte
encheu.-me de madrigais
Venho das terras de Deus
Daquele Deus que me alumia
Venho cansada das gentes
Cansada das noites e dos dias
O tempo parece -me lento
E a escuridão campeia
Mendigo uma mão de verdade
Um cheiro doce uma cantiga
E só vislumbro vaidade
lamentos e quem maldiga
Se não é para mim o mundo
prefiro uma nuvem céu
gota serei na rosa
serei chama da lareira
ou serei antes madeira
Não quero ser a que ateia
Nem ser Vila nem adeia
Fervo em lenta caldeira
Que está está vida leve
..
e o tempo coisa breve
fraca Ponte a que medeia
entre ser Coelho ou Lebre
Está luz que me encandeia diz -me que será breve
..
e o tempo coisa breve
fraca Ponte a que medeia
entre ser Coelho ou Lebre
Está luz que me encandeia diz -me que será breve
Margarida Cimbolini
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