sexta-feira, 24 de abril de 2020

ESTE MEU POVO

ESTE MEU POVO !
Este meu País  !

Um a um e todos querem celebrar Abril !

Alguns nem sabem porquê  !?

Outros não sabem porque não ...

Abril sou eu !

E em Maio nasci !
E que sou eu !?
Aqui onde vou envelhecendo !
Aqui onde nasci  !

Deste povo me envaideço
Deste povo que conheço ..

E já aqui velo que tenha ele o apreço 
da liberdade em que cresci...
E Abril não esquece está mais vivo e mais espesso desde que foi revolução onde se firmou e onde ri 

E este POVO  senhor é um orgulho ! Um fruto fresco !

Um olhar... um futuro.... uma loucura assombrada...feita à minha medida... em Portugal fui nascida e criada !

Amo o país vero e antigo !
E a bandeira e o hino !

Amo EL rei D João I I de que só agora  fala o mundo !

Amo acima de tudo a liberdade !

E se morrer ! Se tiver de ser ! Amarei ainda ter sido eu !
E nunca bastarda da humanidade !
...
Como humana...... serei  um número 
serei poesia e humildade .... serei de mim senhora..... sendo um número.. será..... esse o meu !?
Pois que venha Abril como o primeiro !
onde o cravo vermelho nasceu ! Mas que não seja o herdeiro da morte......  a morte já morreu !

Morreu nas prisões na fome e na miséria  de um povo  que na guerra faleceu !

Saia o povo... saia a bandeira  mas sem algazarra com a ilhana bravura do soldado na trincheira..com a alvura do pão  !
Que cada um tenha Abril no coração  e não venha gritar mais gritos de uma ideia !

E grite dentro preces e compaixão  ! Por um povo por um mundo que pede mais um segundo !

Um segundo de amor ..de pavor...de dor.... de contenção  !

É a vida..contra a morte..é  a poesia de uma pétala  contra o fim da flor !

Por Abril façam amor !

Margarida Cimbolini

ODE À VIDA

Ode á vida

Poisada num galho de ser
olho a Primavera
desperta qual  aventura de deus
num canto imaginário
do universo
vem em  flor engalanada
na semente do poema
vem a rir numa ode á vida
salta-lhe o mar dos olhos
resteas de chuva
chamam-lhe orvalho
escorrem da terra clamores
cantando por fim a Ressurreição
é a vida a despontar na flor da amendoeira
é a vida lavada em trigo
feita de pão
é assim que o ser celebrado se torna paixão..

margarida cimbolini
(In terra de mim )

SENTIR

Sentir

Às vezes eu sinto.
Sinto a vida
Tão minha tão grande!
tão una. ! tão forte! 
tão frágil. !
tão imensa! 
tão insustentável! 
Sem dimensão...
mas tão há minha medida...
tão eu! 
morre -me então a morte! ......Não pode morrer a sorte..
de ter um corpo e sentir
não pode viver a morte
nesta viajem de ir..
Então a angústia serena
e só assim vale a pena ter alma...ter corpo.... 
Só sabendo vale a pena
ser humana gerar...e parir..! 

Margarida Cimbolini
arte Madhu Maretiore

MUROS

Muros

Tão altos estes muros onde me vejo
que nem o Sol nem a Lua nem as sombras
mostram por trás deles estrada caminho ou rua
sítio onde me possa perder
Sem portas e sem janelas e lá fora tanto que fazer......
E fui eu quem os teceu..........
Cavalgando no acaso a carne solta por aí
Ali acordei .....além adormeci...
Espessos muros de pedra e cal e fui eu que os teci
Dia a dia ,,,meses ,,e já lá vão anos.......
Eis-me agora bem emparedada..mas não escolhi
Corro á boca do poema...corre sempre esta pena....
.......mas cresci.....
E hei-de voar tão alto em alma.. em corpo... em açucena..
que saltarei estes muros que não ouvi......
assim seja comigo a força plena..........
que me fez coco e me deu água e casca e tema
..... e a este deserto sobrevivi.......
Margarida Cimbolini

GOSTO

gosto

gosto das entranhas
... do poeta
das mãos  nuas
escavando a terra
das raízes suando
de amor.... 
gosto da semente
lançada 
quando ela é o verso
... da alma
gosto da poesia 
que posso comer

Margarida  Cimbolini

SEDE

sede

nasce a sede na fogueira
e nasce o nó na madeira
e nasce o trigo na mó
estará a ceara a arder
ou esta sede que eu tenho
está dentro de um poço fundo
e vem do fundo do mundo
apenas pra me secar
não tenho tempo a perder
tudo passa  num segundo
e tenho esta sede a matar..

Margarida Cimbolini

terça-feira, 21 de abril de 2020

AGORA

Agora
Agora sim !
Agora sim !
Sei que sou poeta !
E porquê !
Porque grito pelo mundo ! Porque tremo dentro !
Tremo rezo e padeço !
Dum tremor denso e profundo !
Tremo por dentro cada dia ! De um temer fundo !
Em cima da mesa está o mundo !
No meio estou eu e dói de tão real !
É verdade !amanhã é o momento !
Hei ! Há que acordar !
Ou dormir num dormir de animal !
Ou fujir cobarde e carnal ! Ou rir !
0 sarcasmo é sempre um atalho !
Talvez o mais dorido o mais fatal !
Quem ri de si mesmo aligeira o perigo e transforma o amor em abrigo entre lençóis na carícia do castigo entre o prazer não do amor mas do umbigo !
Quem me dera ver esse umbigo !
Redenção!
Mas eu não tenho umbigo tenho coração eu tenho um postigo !
Onde a dor me bate á porta sem perdão !
E por isso vos digo !
Perdões para as portas sem batentes pois nelas não bate o coração !
Margarida Cimbolini

LOBA

Loba
eu sou filha de uma loba
e estou prenhe de um regato
vivo detrás do tempo
a minha rosa é o cacto
Vem comigo pastorinho
agarra a minha mão
vês como é bom guardar gado
e ter na vida um irmão
e haver erva nos pastos
e ver.mos os dois a lua
eu desaguo meu regato
com a minha mão na tua...
e naquela árvore antiga
gravados foram sentidos
anda comigo pastor
à minha beira sentir...
...é com nascer de novo
Leva um cravo na lapela
e um sonho uma visão
hás.de ser tu caravela
e hei.de eu ser gavião
Vem comigo meu pastor
há- de haver erva no prado
e nosso sentir é irmão
mas cuidado meu pastor
agarra bem minha mão.
Margarida Cimbolini

NESTE TEMPO

NESTE TEMPO
neste tempo
neste tempo de mim
fragmento alvoraçado
de um tempo seco e duro
por demais fragmentado
procuro no meu povo um clarim
vejo o meu povo cansado
eu menos que um jasmim
de alma eirada e louca
nunca atentei assim
nos olhos deste povo
nas manchas negras
deste Portugal tão maltratado
do mundo cidadã aberta
casada com o mar
ilha sem barreiras
vejo um mar de navegantes
sem naus,sem castelos sem ameias
é de novo Abril
é alerta de novo
largai velas e candeeias
velejai com verdade e rumo
sem foices sem mágoas
sem saudades doentias
Quero ver este povo erguido
e para tanto levanto a voz
rasgo o que mim há de mais sentido
e grito
PORTUGAL ESTÁ FERO E VIVO /in /

NUA

Nua
Entre o ser e o não ser
à um caminho comprido
que todos percorrem..
Muitos não o sabem !
É o mar na estrada do vento !
Secreta e magica a
gruta onde se encontram os amantes...
Em cima rerrougam os sinais..
São agora ondas gigantes as que se quedavam vagas pequeninas e doces lambendo a areia
....num entremeio de inesperadas carícias .
O caminho espera paciente mas inexorável..
O céu ruge calamitoso zangado..
Agoiram as gaivotas tempestades...
E na cidade o ar pesado circula penetrando nas ruas vazias....violando as pedras virgens....
num amoroso desejo frio ..
Os Deuses querem a vida !
Fartos de ser Deuses querem sentir a pele que cobre o amor...
Querem dor...!
Em baixo no sitio onde o Sol não cabe..
...rolam os corpos em delírios
.. vibram de sentir !
Sentem crescem no ser um e urram !
Aspiram a maresia...
Estão nus... !
Permanecem vivos !
Margarida Cimbolini

TERRAS DE MIM

TERRA DE MIM
é ave que tomba do alto
voando num sobressalto
e mergulhando no mar
é terra aberta lavrada
cadência de espuma soando
e flores brancas de arminho
com pôr do sol no caminho
Animais se sacudindo
espalhando gotas de prata
São arrepios de giestas
nobres seres pedindo festas
Lago de ouro profundo
engolindo todo o mundo
É um lobo uivando há lua
É o princípio de tudo
É HUMANO EM TERRA SUA.
Margarida Cimbolini

sexta-feira, 17 de abril de 2020

SONHO

SONHO
Esperando na clareira
entre brumas e azuis
remando no nevoeiro
vai o homem todo inteiro
cabelos compridos ao vento
não tem idade sequer
ou se tem eu não lha vejo
Vozes tocam em corridas
há mil tendas e fogueiras
céus de eus,mares de vidas
Nativo recebe dávidas
tocando flauta em flor
tece símbolo estranho
desaparece no nada.
Tudo o que resta é Amor.
Margarida Cimbolini

VELO

Velo
As mãos que me tocam
são as que eu invento
Aquelas que com ou sem intento
..eu quero..
..
Na minha pele !
As que me mordem por dentro..
Aquelas cujo sono velo...
São as minhas mãos em espelho ....
Comigo e em mim !
As coso .
....as teço..
...as entremeio !
Tanto que até me esqueço de quais
Inventei primeiro !
Serão estas mãos que mereço !
Ou as que sonho em delírio ..em devaneio !?
.../ pastoreios /
Margarida Cimbolini

VEJAS BEM

Velo
As mãos que me tocam
são as que eu invento
Aquelas que com ou sem intento
..eu quero..
..
Na minha pele !
As que me mordem por dentro..
Aquelas cujo sono velo...
São as minhas mãos em espelho ....
Comigo e em mim !
As coso .
....as teço..
...as entremeio !
Tanto que até me esqueço de quais
Inventei primeiro !
Serão estas mãos que mereço !
Ou as que sonho em delírio ..em devaneio !?
.../ pastoreios /
Margarida Cimbolini

A CANDEIA

a candeia
duvido que seja eu a escrever
quando por dentro a tremer
vacila na minha mão a candeia
essa candeia que me encandeia
que faz de minha mão cadafalso
que me torna prisioneira
de tudo o que faço ou não faço
fraca candeia
fraca candeia a dos ateus
fraca a candeia dos que da romã fazem seu deus
mordê-la isso sim tem gosto
bem que tenha a romã muito caroço
tem seu sangue a cor do mosto
não serei eu a fazer essa vindima
nas uvas escondo o meu rosto
sentindo o Sol quase posto
vendo o falcão levantar voo
e estando neste lado do paraíso
não sabendo bem quem sou
incendeio o meu próprio juízo
com a luz do dia que findou
não creio que tenha prejuízo
duvido que seja eu a escrever
quando por dentro a tremer ... me vacila na mão a candeia
e estando o sol já posto..que será de mim
,,,,,,sendo eu tão pouco
se deste lado do paraíso esta terra se incendeia....

CANTAREI

Cantarei
com esta voz rouca
tão baixo
que serei ao meu canto
mouca
cantarei no cinza do fumo
na garganta da ideia
no cume do Planalto
cantarei sem peia
a canção da morte
no fim do espaço
cantarei cheia de espinhos
minha canção será cacto
cantarei e na minha voz baixa e rouca
há-de ferver -me na boca
das palavras o amor com que sinto
Será meu canto de mudança
sempre entre a morte e a vida..
......nesse hiato cantarei esperança..
Margarida Cimbolini

NÓS

Nós
Sou um novelo
Amargo
Sou um caroço
Bem mastigado
Amargo
Rolo no alcatrão
Sob o Sol duro
Endureço
Cresço
Enrolo
Metamorfose
Como dói
Este nó
Novelo ou terço..
Caroço sem cruz
Sem berço
Perco -me na Luz
Enlouqueço

CIDADE SOMBRA

A cidade não está vazia !
Está cheia de medo !
Está consciente e murmura preces !
Veste-se de tradições..
Lisboa descansa à sombra dos homens...
Não tem pressa !
Tem alma ...
Troca corações
Ninguém se olha nos olhos...
Os olhos denunciam perdas e clamam perdões...

A LUA QUER PRIMAVERA

A lua quer Primavera
Há quanto tempo não é manhã
e na manhã não corre o sorriso
há quanto tempo persigo sonhos
na beira deste postigo
e bailam pombas comigo
são pombas da madrugada
aventam assim o tempo
para me terem guardada
coso ilhozes nos meus dedos
agulhas de porcelana
dedais de prata a cinzel
esculpidos
escorre-me a prata dos dedos
e os dedos fazem sentido
.as vezes falo dormindo.
.faço dos sonhos teatro
e vou esquecendo o que digo......
caminha comigo a lua.......
mas fala da Primavera.....
Quem ma dera ....quem me dera....
guardar a minha mão na tua......e partir nas asas dela....
Margarida Cimbolini.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

SEM SOL

Sem Sol....
Começa a escurecer....começa o dia...tenho sede..e estou um pouco triste... mas estou conformada. Que fazer ! é tarde...
Agora só amanhã é dia de novo e a noite inteirinha tende á minha frente a sua massa folhada. Faria pasteis de batata doce,,,mas não sei..e andar de bicicleta .....!!!??? com o vento nos cabelos e as estrelas debaixo do braço.....aposto que havia de encontrar um cantinho com Sol se a bicicleta tivesse asas ...voaria atrás do rasto do Sol do amanhecer.....mas não tenho bicicleta...nem asas..
Estou sem asas....perdias outro dia ....um dia em que ainda era manhã....perdi as asas por uns dias mas sinto-as dentro de mim a rasgar-me a carne a querer sair de novo a sonhar com o vento e com a vida .É uma questão de tempo....é sempre uma questão de tempo. Estas minhas asas têm penas cor de tempo e encolhem ao menor vendaval ....vivo no País Das Maravilhas.....e as maravilhas tendem a desaparecer é como a massa folhada da noite.....encolhe muito....para a esticar tenho de ter o Sol dentro ..vou chamar os cucos...
Amanhã hei-de ver o Sol...ao contrario do que digo penso que o Sol me faz falta.....não que goste muito da sua luz crua e forte a pressionar-me os olhos a aquecer-me o corpo por fora....fico até arrepiada quando penso no Sol em demasia..... a cobrar-me vida..
....a restolhar na minha pele.. ....o meu corpo tem calor próprio e luz..sou feita de carne e o sangue corre forte nas veias,,,,
A cabeça precisa de Sol..essa sim ! e de mar e de calor .....os dedos precisam de areia....os pés precisam de pisar a terra nus a respirar energia....precisam de sentir....
Tinha de descambar no amor.... preciso de respirar o amor do dia....preciso das caricias da tarde....do frescor da manhã do cheiro das flores...das palavras das gentes ...da luz da tardinha.......aquela luz da minha cidade ...só por ela ...amanhã vou ver o Sol.
E as asas...essas sinto as ainda mais....despontam de novo...tem penas novas.....são tão teimosas estas minhas asas !
Não preciso da bicicleta ....vou voar outra vez....

DA TERRA

Da. Terra
A terra ardendo em azuis
,roubou o mar.
Levou -lhe a cor, as águas ,as pedras..
.......levou também labaredas..
Ardendo em azuis
. tomou o poder do Sol....
dos ventos e das marés!!
Entre brilhos se fez luar!
A terra ressurgiu em ser.
Abriu sendas no coração
Sentiu -se a cantar...fez-se canção.....
.......... e rodopia agora no ar...
Vaidosa,senhora das claras malvas..
...das Rosas...das manhãs alvas.
A terra aprendeu a amar..

SENTIDOS

SENTIDOS
aprendi a solidão
devagar e com amor
foi talvez a ausência
de dedos nos meus dedos
de medos nos meus medos
o silêncio das palavras
na musica dos risos
não me trouxeram dor
antes cavaram em mim
tesouros no coração
pouco a pouco
dia a dia
ano a ano
calaram-se as guitarras
as vozes cantaram caladas
e os passos recuaram
nas pedras das longas estradas
o meu olhar alargou-se
agudizei os sentidos
e ouvi tocar as harpas
em vez de escutar ruídos
há noite cantam cigarras
em longos concertos alados
de manhã vem as fadas
com beijos de namorados
e são quimeras sagradas
os dias que passo comigo
pirilampos brilham muito
e povoam os meus sonhos
de amores e de sorrisos
guardo assim meus segredos
nos cofres do coração
e com beijos agradeço
ao amor esta benção
que dia a dia bendigo.
Margarida Cimbolini


GESTOS

Gestos
Tem a alma gestos brancos
Gestos que veem de dentro
Tem a alma gestos puros
...elevam o pensamento!
São gestos ......quiçá sementeiras..
.gestos quietos.
Da cor das amendoeiras!
Gestos da alma ...
Mil águas....
...a regar o mundo...
Águas mil a calar fundo..!
São elas bênçãos de brilho...
Viajo ..
correndo esses trilhos
e recebo os seus recados....
são sussurros...são trinados...
São beijos que recebo com as minhas mãos abertas...e.com. meus olhos fechados..
Margarida Cimbolini

CLAREZA

Clareza
É tudo o que eu
quero ...tudo o que eu tenho..
Olho no espelho.
...e vejo uma mulher cansada !
Não gosto de sorrisos !
e vejo - me a sorrir ! É mentira !
Eu não sei sorrir com os dentes !
Só com os olhos e tenho um olhar magoado triste preoucupado !
Não com a morte não com o amor não com a vida ...isso eu questionei sempre
.
Habituei- me a esse cruzar de vida e morte !?
Nunca será um hábito mas de á muito que é um livre arbítrio...não a morte ...mas a questão dela !!
Preoucupante é a clareza !!
Uma louca preoucupada com a clareza..
Quero estar clara e bebo a isso !
Brindai comigo !
Santos e pecadores aplaudirao !
Quem nao aplaude uma confissão ???
Até o padre na igreja aplaude o pecador !
Como não aplaudir !
Dói-me a alma ! e no espelho vejo uma louca e mais uma multidão....um povo...
... mascarado de caranguejo !
E um silêncio uma contenção de percevejo !
Sou um parasita ..e bebo a mim e à clareza que me habita !!
Vejo pouco..mas vejo !

MENSAGEM

Mensajem
Meu amor
hoje perguntei por ti ao vento.
Vieste na asa das memória..
e diante de mim
passou a nossa historia..
Lembras - te ?
Qual o tamanho do amor..
E tu dizias " do tamanho de Sol "
do tamanho do mar..
Até ao fim do tempo eu vou - te amar..
E eu ria !
Entrava no teu olhar tão quente !
como naquele dia....
em que colhi a tua mão já fria !..
Tantas àguas tantas marés tantos sonhos adiados !
E este amor continua !
Como tu dizias..maior que a dor .
Acrisulado !
No casulo da alma...no âmago do Sol..
Na asa do vento hoje perguntei por ti ao tempo !
E ele respondeu...por nós...pelo amor..
Vive mais um dia !
Margarida Cimbolini

PLENITUDE

PLENITUDE
e quando sentires uma enorme vontade de dançar
sem saber porquê....são os tambores da vida..
a vida adora viver....a vida quer acordar e rir
e se não os ouvires eles tocam,,,,, eles estão lá
É esse o desafio deixar a janela abrir-se
a esse preenchimento .....há musica desses tambores invisíveis
em vão procurá-los nos bancos dos jardins
nos oásis mais amorosos,,,,, nos oceanos,,,
nas férteis terras das planícies
eles estão com o vento
é o vento que os faz soar,,,,,que num redemoinho os leva
inútil procurá-los nos fermentos das ideias
nos cosmos,,,,,inúteis as odisseias
não podem ser encontrados,,,,,é esse o desafio....
abrir as janelas ,,, escancarar a alma,,,,,, e senti-los.....
Margarida Cimbolini.

ODE Á VIDA

Obriga
do Vidraguas !
BOA PÁSCOA PARA TODOS !