sexta-feira, 27 de outubro de 2017

BRINCO


Belisco-te ao de leve o pescoço
enquanto deixo
a mão escorregar
até ao pênis..
Levas algum tempo mas depressa o tenho entre os lábios
lambendo sem parar sentindo o seu gosto e o seu cheiro acre e fresco...
A minha cabeça repousa no teu colo enquanto me beliscas os mamilos que se erguem saudosos dos teus dedos.
Molhados e quentes paramos na beira da estrada e beijamo-nos avídos um do outro !
Margarida Cimbolini

O SONHO

o sonho corre.me nos dedos
tem dimensão de gigante
e pálpebras de menino...
é o sonho da andorinha
batendo pestanas cá dentro
ponho a corar por entre o Sol
nublado ....é liquido como o luar....
é o sonho que me move..
é ele que me alimenta..
colorindo o dia
morrem as palavras
rebolam ideias e utopias
queimadas com o restolho
o sonho é ceara é pão
é ele que faz o poeta
salta.me dos poros
respiro o sonho
respiro em grandes haustos
às vezes tenho medo da realidade que me sufoca..
Margarida Cimbolini

SABES

Sabes
Tenho andado a sentir o cheiro
das nossas laranjeiras
e dos figos
ouvia as folhas verdes a falar
As uvas apanhei todas ...eram muito doces
e acolchoadas como cachos de botões
As laranjas e os eucaliptos já não eram nossas
mas nós éramos delas ....no Verão quando lá estive
despedi-me do pinhal......estava lindo...!
mas não havia pinhas.....
Parece que ardeu tudo... já não eram nossas
mas todos este tempo as senti....sem saber
Queimei algumas folhas dos eucaliptos
nessa altura .....E apanhei o teu olhar verde a beijar-me
agora sinto tanto não ter ficado.....
não deixaria a mata arder nem os figos nem as laranjas !
Por cá tenho ardido um pouco cada dia......sem saber...
Nunca mais passei na nuvem mas ela ouviu-me e choveu
....foi quando soube e era tarde demais...
Aqui também nunca mais os lençóis se incendiaram.....
Sinto tanto a tua falta e recebo todos os recados...
A guitarra fujo dela.... e tu meu pinheiro alto...tens frio ?
meu longo pinheiro sem agulhas onde estarás ?
Guardo sempre o amor e a pequena ferradura......
,,La vie est une longue procession manége ton cierge,,
.....e desajeitada tonta e com muito esforço...
é o que tenho feito....
Quando me esqueço leio a ferradura.....

CÍUME



Ciume
ciume de quê
pois se contigo 
aprendi a não amar
pois que sem alma
não há amor
e se sem ela pr,a mim 
....nada conta
não há ciume
e se outros ....
houver que o tenham
não podem fazer-me dano
pois eu sem alma não amo
Margarida Cimbolini

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

FLAMINGO

Flamingo
aquele flamingo só
olhava-me de lado
outro flamingo
olhara-me assim
outro flamingo só
.o flamingo enerva-me .
mar alto estava uma gaivota
pousada na espuma
dos líquenes desfeitos
borborejando o horizonte
e também me olhou assim
era eu outra gaivota
que não flamingo
a tarde dava-me o flanco
que não de loucura
............
mas no Sol que se extinga
e no horizonte branco
havia a sombra da lua..
.....com ela falei franco.....
.........
noite lenta aquela ....
com a geada ainda submersa
gaivota que fosse ..já não sendo
de mim no mar alto.... incerta
fui água vítrea e escura....
e no mar alto como o flamingo só
..... ..... de lado olhei a lua...
Margarida Cimbolini

SABES

Sabes
Tenho andado a sentir o cheiro
das nossas laranjeiras
e dos figos
ouvia as folhas verdes a falar
As uvas apanhei todas ...eram muito doces
e acolchoadas como cachos de botões
As laranjas e os eucaliptos já não eram nossas
mas nós éramos delas ....no Verão quando lá estive
despedi-me do pinhal......estava lindo...!
mas não havia pinhas.....
Parece que ardeu tudo... já não eram nossas
mas todos este tempo as senti....sem saber
Queimei algumas folhas dos eucaliptos
nessa altura .....E apanhei o teu olhar verde a beijar-me
agora sinto tanto não ter ficado.....
não deixaria a mata arder nem os figos nem as laranjas !
Por cá tenho ardido um pouco cada dia......sem saber...
Nunca mais passei na nuvem mas ela ouviu-me e choveu
....foi quando soube e era tarde demais...
Aqui também nunca mais os lençóis se incendiaram.....
Sinto tanto a tua falta e recebo todos os recados...
A guitarra fujo dela.... e tu meu pinheiro alto...tens frio ?
meu longo pinheiro sem agulhas onde estarás ?
Guardo sempre o amor e a pequena ferradura......
,,La vie est une longue procession manége ton cierge,,
.....e desajeitada tonta e com muito esforço...
é o que tenho feito....
Quando me esqueço leio a ferradura.....

NÓS MEU AMOR

Nós meu amor
nós éramos Deuses
éramos apóstolos
nas nossas vestes longas
nos nossos pés descalços...
rompendo areias e sargaços..
e nos teus cabelos compridos
quantos sonhos se enredaram
entre os meus...bastos mas cortados
....... ainda tenho ....
........sonhos aos pedaços
sonhos que me caem como chuva de prata
.......nas mãos alagadas de ouro.......
.......nos dedos alagados em poetas....
na voz rouca de te chamar....
....em perfumes desencadeados
............em ideias......
entre tumultos
......................entre caminhos
.........................................gentes e sulcos
entre as mãos postas em rosas.....
entre torrões ...em terras arenosas....
Só na música os deixo poisar.......
.....nas notas do piano ...revoltos... loucos ..ansiosos...
no saxofone berrando amor...na flauta a banhar-nos...
no violino a embalar-nos e em todos ...............és tu a tocar.......
Meu amor.....éramos loucos ....éramos anjos...
a subir...a tripar em arcanjos.. em fumos de nevoeiro...
a cantar ....tudo o que havia pra cantar.......
amando doidamente....
.......em noites escandalosas de desejo...
........onde nos dava-mos inteiros...........
.....sem pensamentos nem pejos....e saímos lavados !
Cheios.... plenos de nós e das abelhas e das flores e do mar..
.....cheirando a maresia ....cheirando a vida.....
Meu amor de poesia ..de musica ..de fantasia ...meu amor
......de revolução........meu amor éramos Deuses...... éramos canção .... ...................................e agora..........
no meu peito ....bate estranho ....sem lei ....e sem freio......mas pequeno....
mas com medo...um minúsculo coração......
.......que guardo ...chorando sempre em segredo...
Margarida Cimbolini
()flanco da loucura ()

SAÍ



Saí
Ainda com corpo povoado
de sombras
do vermelho escuro da noite
ainda não nascida...fui.
É quase sempre assim..
sejam os dias ou as noites alegres ou tristes
as sombras fazem-me sempre companhia
no espelho as sombras misturam-se
acotovelam-se
na rua diluem-se esparsas.. mas estão lá !
Levei comigo a sombra da mentira
quis aninhar-me nela
e com os beijos molhados de chuva
era tudo o que eu tinha.....
É tudo o que eu tenho
porque tenho largado as sombras
no decorrer dos anos
e muitas têm desaparecido
ou eu ausentei-me delas....
tenho muito pouco de tudo!
o tempo torna-nos exigentes
pouco a pouco as coisas e as pessoas
vão sendo menos......
e quando abrimos a porta da solidão
tudo o que entra é precioso..
Abri a porta à mentira ao desamor à fraude
deixei que se instala-se ...
e agora não sei como fechá-la...
Sentencio a mim própria um duro castigo.....
prevejo tarefa árdua mas o esforço recompensa..
E esta noite vou aninhar-me nela sozinha....
mas na rua a ver se ela esquece a minha morada..

AQUECENDO AS PALAVRAS

Aquecendo as palavras
a noite amanhece sem versos
com a música do seu hálito ofegante..
...............chama por mim a lua
saudosa mansa e nua.............
tuas mãos passeiam no meu corpo
não revelam segredos.............
desvendam o pudor do mundo
descobrem arrepios esquecidos
instante a instante já não sou nada
apenas mulher apenas amante
somente corpo,boca,pele, pêlos ,língua..
,,,sexo....a vida .....a noite chamam-me
querem-me.....desejo-as....entrego-me..
sou eu sugando magia,,
por um instante... dispo-me de mim....
na noite na lua fico lânguida,,,,branca de luar e nua
em bordados de matiz .....................
Margarida Cimbolini

MENINA

menina
toma a minha mão criança
pega o ouro que nela trago
trago nela o mês de Maio..
trago nela rugas ..linhas
e talvez traga o meu fado
segura o beijo da tarde
e o sussurro do rio
trago nela aquilo que arde
aquilo que te tira o frio
trago mar na minha mão
trago os primeiros raios da aurora
trago festas trago beijos
e um cansaço em pergaminho
toma a minha mão criança
......vamos fazer o teu ninho...
e traz contigo no colo aquele teu passarinho...

luis vaz de camoes

De Vinícius, todo amor...
BOM DIA TRISTEZA
Bom dia, tristeza
Que tarde, tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando
Até meio triste
De estar tanto tempo
Longe de você
Se chegue, tristeza
Se sente comigo
Aqui, nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar
Vinícius de Moraes

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

texto zé carlos cardoso

Sarava...um nome e preciso saber o nome ...as palavras trazem os "Clik's ",nos olhos a olhares no Amo ao Sol no Ky da Vida Alma Amor energya.//netas estatuas de silhueta indefinida trazem nos olhos caminhos... procuro-me nos rostos que por mim passam quando no acordar, "Oro ao Sol"nas margens do Rio um nome e preciso saber o nome menino menina transformados em estatuas ..."Beny,Gaby"!!! Olhos meus sem Mary aqui.//JCC palavras tropecas no intervalo da noite hoje com estas palavras Amor Amo .4h17m abracobeijos.

poema de zé Carlos Cardoso

saravá...
No abraço interrogação...
não contes nem descontes,
o Amo que não encontres ...
nos dois passos a dar Amor
num "Umbigo",que suspende,
as artérias e veias no Amo.
*I
Caminha.e adivinha, Alma ...
do sexo ao coração vão só ,
dois passos, cheios de becos,
estreitos sombrios suspeitos...
*II
Há!no verbo que me ensinas-te...
no "Nós ", há ! uma passagem-
nível,sempre, Amor desencontro.
bandeiras,negação Amo sempre...
onde sombrios morrem os apetites...
*III
Nos silêncios suspeitos Amor,Vida,
onde a Alma adia sempre tudo !!!
sem explicações ausência "Nós"...
a questionar tudo na razão & Vida.
*III
Onde,nada faz sentido no tempo,
templo, ontem ! hoje !na razão Amo,
porque o Amor é,sempre contingencial...
"NÓS ",na vida e na ALMA,estar plena,
cheira sempre a Morte súbita,sempre...
Desalma Amo a outras paragens...
silêncios ...das vidas prostituídas...
Mulher.
Poema Autor:
Abraço Interrogação?.
jose carlos cardoso
18 Outubro 2015
seg-feira 10h 57m
Lx abraçobeijos.

UM PAÍS

Um País
É minha obrigação escrever
e escrever é também o que quero
mas não gosto de escrever
sobre o que os outros escrevem
nem de dizer o que os outros dizem
nem de ir por onde os outros vão
Hoje escrevo sobre o fogo
porque ele me queimou
O fogo esses que aquece no Inverno
que abençoa os Natais
que cozinha os alimentos
E tudo o mais....
o fogo arde quente e labarédico
sempre assim foi e sempre assim será
É minha obrigação escrever sobre a terra
as casas as pessoas os animais as utopias
é minha obrigação escrever sobre os povos
e quando os povos se unem fazem uma nação
Um país.... este meu desgraçado país....
um país á deriva.....quando o olho de cima ...do alto..
de sítios onde ás vezes pairo e me debruço
parece um país de anões governado por crianças más....
Mas sempre foi assim desde que o conheço....primeiro
descalço e aflito com fome ...depois pesado como granito
com alguns a puxar um grito....
O meu pobre país é e sempre foi um país triste
já passou fome e ditadura .....masoquista e contrito..reagiu..
...acordou... voltou ...revoltou ...repartiu.....ressaltou...
Brinca aos policias e ladrões e faz lindas canções.....
Do alto as crianças dão pontapés e falam e falam e falam
Hoje foi o fogo e amanhã será a água....
E depois mil e uma pragas
E uma outra guerra onde os povos hão-de ser canibais
depois de terem comido toda a erva e não haver animais....
O País esse não será preparado para nada......
Cada um grita por si á desgarrada
A solução...como travar esta forca sempre dependurada...
Não há ...seria preciso uma enorme foice cortando toda a cevada.......e então.....então...então continuem.......continuemos.....
Morreremos como tordos um a um.........
O fogo será sempre fogo e o povo será sempre povo....
E cada um ...um por um ....será sempre nada.....
Seja então o mundo uma só labareda ateada ...junta e
acordada..... mas antes....que longa e penosa jornada...
Hoje o fogo queimou-me e escrevo seja todo o Universo
uma enorme fogueira rasgada........
Pois o humano apenas sente quando cada mão lhe é cortada ...que do coto nasça uma enorme espada....
Mas o fim esse será sempre uma morte anunciada....

ENREDA-ME EM TI

enreda-me em ti
a teu gosto
com mel ou com mosto
deixe que o ar me envaideça
e que com a brisa eu teça
a mais linda morte do mundo
aquela onde tudo recrudesça
onde tu e eu sejamos cores
que o negro seja branco
e o cinzento padeça
enreda-me em ti
como se fora algodão
como papoula do monte
como se fora pra sempre vida e paixão
e sem palavras sem sombras sem violão
eu e tu fossemos apenas
........as cores de uma canção......
enreda-me em ti...

POIS QUE A CANTE

Pois que a cante
tão ligeira...ligeira
tão ligeira esta vida
e não posso calá-la
pois que a cante
que a cante na tua mão
não sou sol nem peneira
deixa-me ser canção

ALMA

a alma
o corpo
os olhos
as mãos
tudo chama labaredas
o gelo
dilui-se em esferas
onírico
corre o pensamento
esperas
soçobram
..........em esperas
(in flanco de loucura )

ACABEI DE NASCER

Acabei de nascer
vim do sangue coalhado
do ventre da minha mãe
vim da angústia do pecado
da terra negra do estrume
do sitio mais maldito
onde alguém foi gerado
nasci de um grito
gritei na barriga dela
já aí era eu e uma forquilha
a afastar o lodo num sufoco aflito
queria o espaço pra gritar....
e tinha um pássaro de bico
sempre a picar ....o maldito.....
Eu sou nenúfar de sangue
....santeiro algum me alumia...
que no ventre do mundo....
..já com santos me benzia.....
Vendi almas ao diabo......
e melões e melancias....
vendi o corpo regado ....de mil
.....e uma alquimias.....
Vendo agora o meu passado....
.....quanto me dão por ele......
troco por um alqueire.........
..... de mais uns anos de vida...
só o tempo do presente e comigo..
.....a lua cheia e uma grande mangueira...
para regar o Sol posto.......
e véu negro de viúva para tapar este rosto...
...e quero oiro e cetim e amor a rodo ....
amor....amor e amor perdido e louco.....
...não há quem o tenha assim.....
tudo.!... o mundo todo .....tudo pra mim.....
ou julgavas tu que era assim.........
.........que me trocava por nada..........
sou filha das cruzes nos montes......
....venho dos canaviais.....
Posso ser o horizonte......
......venha o Sol pôr-se em mim
........e depois vos direi mais........
por agora chega assim....que me morro num orgasmo
....foi o Sol que se fez noite e veio regar-me de cio.....
e eu enchameada fiz dele um braço de rio....
.............

Cavei

Cavei
Cavei a minha poesia
Com as mãos
Enterrei os dedos na terra
Feri as raízes
Desfiz os torrões
Vítimas dos meus gestos
As unhas minhas aliadas
Alienadas por mim
Cavaram como enchadas
Nas candeias dos meus olhos
Floresceram olheiras
Porque era noite
Perdi muitos dias
Fugiu de mim o tempo
Ergueram -se muros
Há volta dos montes
Só para me prenderem
Tudo para encontrar os jarros do campo..
Agora deixai -me cheira -los !
Margarida Cimbolini

RECEIO



Receio
receio as folhas mortas
que piso 
são castanhas
algumas ..as vermelhas
lembram veias abertas ao dia
e quem sabe se sendo folha
eu morria
assim no chão estalando
nos pés d,alguém
no prenuncio do Outono.
e como seria ?
como seria ?

SILÊNCIOS



Silêncios
junto todos os teus silêncios
em silabas que transformo em gestos
és um homem de gestos
não de silabas
raras são as palavras
difíceis cheias de longas brumas
tantas névoas nos meus azuis
no teu rosto opaco
crescem poros de grades
que te prendem
em celas onde não quero entrar
gosto de ti
sem te amar
. companheiro de tantas demências.
acorda-me se me trouxeres sono
quero muito voar
Margarida Cimbolini

CANTIGAS

Cantigas
procurei a música
a musica das flautas
dos oboés das harpas
a musica
que não cabe nas pautas
a música calada dos silêncios
da luz
a música de certa Paz
que se sente ás vezes nas igrejas
...olhando o mar
música que está onde quer que
estejas
a música das almas mensageiras
que cantam suas mensagens
ao luar
procurando tua música encontrei teu olhar..
margarida cimbolini



Há tantas estrelas no céu 
e tantos peixes no mar
tantas flores nos montes
tantas cores no arco íris
Há tantas palavras nos livros
e tanta gente no mundo
Porque será que me sinto única 
a mais estranha
e solitária de todas...

ASSIM COMO UM ABRAÇO

Assim...como um abraço...
Vieste de surpresa
acender em mim desejos
através do fino linho 
um estremecer ,,,repentino..
Nos meus seios gelados
um calor que os aqueceu
viestes a ver de mim
e por isso te vi eu
Outra imagem...... outros olhos
a sombra de um breve sorriso
quem sabe .....
..outra porta ...outro postigo.....
e nos casulos do meu corpo
pois que estava magoado
senti o beijo na noite
leve mas alvoraçado
um cheiro a alfazema...
no meu cheiro almiscarado
deixou em mim um poema ...
cantou-me como que um fado
Foi assim como uma pena.....
...........a acordar o passado......
Um rir nos olhos molhados.....
....caricia ...que me tocou......
talvez tilintar de um sino..........
e quase um beijo roçou .......
......a roçar o teu carinho.......
De rôta que estava vibrei.....
como um véu no meu caminho....
a levantar o desejo...a enviar-me destino...
(no flanco da loucura )