Atravessei o rio
carregada de ti
a minha pele tingiu
as águas
carregada de ti
a minha pele tingiu
as águas
a Sul ouvi o vento.!
Ouvi a tua voz rouca
chamavas...
tinhas nos olhos o
passado
e as mãos estendidas
de medo
...de solidão
chamavas...
tinhas nos olhos o
passado
e as mãos estendidas
de medo
...de solidão
Vergonha e ego
tornavam meigos
os teus gestos
tornavam meigos
os teus gestos
suplicavas fome e amor
Vendias turbulência
e longas noites
sem sono
e longas noites
sem sono
que
trocavas por sorrisos
trocavas por sorrisos
escondido
.... atrás de muita dor..
.... atrás de muita dor..
Eras muito belo
dentro de ti vivia o
conhecimento
dentro de ti vivia o
conhecimento
.mas não sabias como.
Achasvas.te pouco e mal
e logo um Deus do Olimpo
e logo um divagar
verbolento
que te tornava velho e lubrico..
libidinoso e feio..
e logo um Deus do Olimpo
e logo um divagar
verbolento
que te tornava velho e lubrico..
libidinoso e feio..
Carreguei.te dentro de mim
atravessei o rio
Era o teu corpo Sal !
o teu sangue nevoeiro....
atravessei o rio
Era o teu corpo Sal !
o teu sangue nevoeiro....
Depuz na margem um ser branco e leve ! eras tu...
Fiquei no rio muito tempo até deixar de o colorir..
Mas guardei o teu olhar...
Margarida Cimbolini
