A cor do verso
não procures ver a cor
sentir é a cor
não te canses
não me leias
como quem lê
não me cheires
aspira-me
não me afagues em festas de rir
toma-me
suspira-me
faz de mim ar
planta velha ... simbiose volátil
semente de alecrim
queima-me
e terás as cinzas quentes do verso
na veia do poeta injecta-me
mistura-me no vinho
no vinho cor de violeta
onde navegas sozinho
esta é a poesia de quem
escuta as estrelas
barco de eternidade
esburacado
teclas de piano em desordem
ossos de anjo asas de rola
olhos de águia cega
esta é a poesia de quem espera
alquimia de seiva e de sangue
esta é a poesia que não se extingue
e nunca será morte
sentir é a cor
não te canses
não me leias
como quem lê
não me cheires
aspira-me
não me afagues em festas de rir
toma-me
suspira-me
faz de mim ar
planta velha ... simbiose volátil
semente de alecrim
queima-me
e terás as cinzas quentes do verso
na veia do poeta injecta-me
mistura-me no vinho
no vinho cor de violeta
onde navegas sozinho
esta é a poesia de quem
escuta as estrelas
barco de eternidade
esburacado
teclas de piano em desordem
ossos de anjo asas de rola
olhos de águia cega
esta é a poesia de quem espera
alquimia de seiva e de sangue
esta é a poesia que não se extingue
e nunca será morte
