Foz
Eu trago em mim incerteza !
A incerteza do povo
às costa da minha cidade
Eu trago sete colinas
E o baile das ondinas no Tejo
a dançar saudade !
Eu trago casas velhinhas
que são negócios
audazes..
E trago a calçada desfeita...
e os azulejos partidos !
Eu trago as fontes mortas ..
a sede dos chafarizes !
E trago o rio pendurado...
...
ao peito como colar...
A incerteza do povo
às costa da minha cidade
Eu trago sete colinas
E o baile das ondinas no Tejo
a dançar saudade !
Eu trago casas velhinhas
que são negócios
audazes..
E trago a calçada desfeita...
e os azulejos partidos !
Eu trago as fontes mortas ..
a sede dos chafarizes !
E trago o rio pendurado...
...
ao peito como colar...
Estão mortos os peixes no rio..
e ele não quer assim estar ...
e ele não quer assim estar ...
Dos jardins não trago nada...
E já não dobram os sinos...
ressoam as gargalhadas...
E já não dobram os sinos...
ressoam as gargalhadas...
Venho triste de ver assim minhas fragas...
de ver fechadas as portas
e as paredes riscadas !
de ver fechadas as portas
e as paredes riscadas !
E ergo a minha palavra...
reclamo a doce beleza
da minha cidade usurpada..
reclamo a doce beleza
da minha cidade usurpada..
Da foz de mim trago beleza !
E na frente além do mar...
vejo um povo conformado que chora e não sabe gritar...
vejo um povo conformado que chora e não sabe gritar...
