quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Não
FuJo da escrita..
Na luz difusa da cabeça do coração dos nervos
que me atacam com as garras da poesia
Eu fujo ...não posso !
Agora não posso !
O foco ilumina outro palco !
Ao longe ouço a voz da poesia !
Por vezes alta em
contralto ...
E fujo saio do palco !
Mudo de corpo de nome de rua...
Visto camadas de roupa...
Não me quero nua !
Agora não posso !
Quero isto ...quero estar aqui neste foco !
Fujo de ti poesia..
dos teus olhos de adamastor !
Da tua febre da tua dor....
Fujo dos oníricos tempos das noites sem dormir !
Da tua doce melancolia...agora não ..
poesia !
O Sol também brilha !
E a lua também é dia ...
Questiono a solidão e no espelho vejo cara séria suja de sal
sem sombras sem perdão...
Tenho de acabar esta partida !
De pôr fim neste sermão..
Nem amor nem poesia...
Os pés na terra o olhar na mão !
Em mim acumulo vidas e versos !
Mas sei que em breve...
eles surgirão !
Mas agora ..agora não..