sábado, 5 de setembro de 2020

E

E

E desta seiva que eu deito....
* deita seiva que me dás a beber...
Quantas pessoas vivem disto ?
Deste grande misto de saber e de poder...
* que a cada dia me dás..

E eu absorvo como ardósia como xisto... *
e devolvo quase inteiro..

* a teu serviço !

Quem dera que fosse ao mundo inteiro !
Que ao menos para mim que espero e persisto !

Servisse !

Mas não serve ! Não é meu o teu amor...
Preciso de ti...da tua palavra...do teu ardor...
Sou fraca e não he
xisto ! Preciso de calor....
Cansada de ser chão..mar ..e terra
...raiz.. .giz ...papel ..goma e xisto !

Ou vens na palavra ...ou vens no ardor...
Eu não desisto !
Mas revolto me contra o mundo..contra a ignorância e a dor !
E não acredito que não me queiras no amor ..

Margarida Cimbolini

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