Bolhas
Vejo os meninos que fazem bolas de sabão
tecendo liberdade e ilusão
e penso ....quantas vezes já fiz bolas de sabão
no correr desta minha singularidade
no correr desta minha solidão
quantas vezes fui sopro no vento
e vento soprando ilusão
tecendo liberdade e ilusão
e penso ....quantas vezes já fiz bolas de sabão
no correr desta minha singularidade
no correr desta minha solidão
quantas vezes fui sopro no vento
e vento soprando ilusão
Se agora as fizesse seria com desalento
insensata vida esta onde corre o tempo
Quem me dera dar pão a todos esses meninos
que tecem bolas de alento ..feitas de sabão
insensata vida esta onde corre o tempo
Quem me dera dar pão a todos esses meninos
que tecem bolas de alento ..feitas de sabão
Maldigo este mundo sujo e lento
onde a fútil ignorância da hipocrisia
nasce já na esperança do perdão
onde a fútil ignorância da hipocrisia
nasce já na esperança do perdão
Maldigo estes pescadores de agonia
que pescam neste poço fundo
.....asas para voar na heresia
tornando cada vez pior o mundo
mascarando a falsidade de alegria
em dolorosa ilusão......
que pescam neste poço fundo
.....asas para voar na heresia
tornando cada vez pior o mundo
mascarando a falsidade de alegria
em dolorosa ilusão......
Maldigo os santos de sacristia
que só aos pecadores fornecem redenção
enquanto os outros.... calados esperam perdão...
que só aos pecadores fornecem redenção
enquanto os outros.... calados esperam perdão...
Maldigo este mundo que me asfixia..
melhor acender uma vela do que ficar maldizendo a escuridão
melhor acender uma vela do que ficar maldizendo a escuridão
Pois que façam os meninos bolas de sabão
mas fujam nelas..agarrem esse instante esse clarão
não fiquem pardais agarrados ao ninho
deixando corroer o coração
levem a alma lavada no caminho...
sempre longe dos heróis e da razão.....
pode ser que escapem ao destino
da manada que ferve o caldeirão......
de quem teima em dizer a verdade e o caminho
rebuscado numa vida de mentira
num relâmpago de pavor...... renegando a própria criação..
mas fujam nelas..agarrem esse instante esse clarão
não fiquem pardais agarrados ao ninho
deixando corroer o coração
levem a alma lavada no caminho...
sempre longe dos heróis e da razão.....
pode ser que escapem ao destino
da manada que ferve o caldeirão......
de quem teima em dizer a verdade e o caminho
rebuscado numa vida de mentira
num relâmpago de pavor...... renegando a própria criação..
E eu
.....ai quem me dera pode...r ainda... fazer bolas de sabão....
Margarida Cimbolini

















