quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

SAI

SAI
sai-me da pele o sorriso
por isso o seguro
por isso o quero franco e maduro
a pele
rasgo-a em poros pequenos
um a um os arranco
.cada um é um abismo.
.em cada um pequeno sismo.
saem da pele gritos fundos
quando eu morro......morrem mundos
todos aqueles em que cismo
todas as minhas quimeras
tombam do alto da torre
....e com elas tomba pele.....
....já não sofro só um pouco...
sofro muito...... por um nada...
e sinto sempre a pele arrancada
rotos são os meus olhos.....
não......... as lágrimas não secam.....
se temos amor e vida a lágrima tomba sempre
...............e grande se torna a ferida......
Sendo assim peço guarida...
que guardem as rosas os espinhos
e se há pedaços de vidro saiam do meu caminho
e se embaciem as passadas quando der um passo em vão
e me embotem os sentidos quando salto para os perigos
pois de pele já tenho pouca é muita aquela que gasto...
......pois vou sem mascaras nem roupa...
adem os azuis pergaminhos das estradas onde passo
por barreiras nos atalhos e encher-me as as mãos de graça....
....................................................................Não vêem que estou descalça
Margarida Cimbolini