noite de verão
entro na noite sem pensar
como quem entra dentro
e espera dentro o alento
para poder lá entrar
não bato há porta
não tenho o passe nem a senha
minha noite borboleta
depois do dia a noite é fresca
lava os poros da sua gente
linda noite de Verão
romanceira e clamorosa
deito-me na sua areia
satisfeita criança nua a sonhar
a noite recebe-me inteira
e segredo.....amo-te luar......
Margarida Cimbolini
quarta-feira, 25 de maio de 2016
PAZ
paz
olho há volta
e em frente
e de lado
e de poente
vou a baixo
vou há frente
não vejo a sombra
sombra onde estás ?
as mãos sobrevoam a ternura
origami encantado
a parede está nua
os dedos empertigados
movem-se nos momentos dados
a parede recua
a sombra não vem
ninguém a traz
mulher sem sombra tem Paz...
e em frente
e de lado
e de poente
vou a baixo
vou há frente
não vejo a sombra
sombra onde estás ?
as mãos sobrevoam a ternura
origami encantado
a parede está nua
os dedos empertigados
movem-se nos momentos dados
a parede recua
a sombra não vem
ninguém a traz
mulher sem sombra tem Paz...
TOCAR -TE
tocar-te
queria tocar-te verdade
num roçar leve
,
é a ti que eu quero
.
tão lindo olhar pra,dentro
e mergulhar
e sair limpa serena
vidente do que se não vê.
,
falsa é a dor mascarada de alegria,
,
se inventar
invento no mar o cheiro
a maresia,
,
invento o amor.. invento fantasia
,
mas repasso o horror da mentira
não dou o abraço que não sinto
nem o beijo que me repudia
,
invento paixões de noite
sonho com elas de dia
invento sol e brilhos e brincos de princesa
não uma chama apagada falsamente acesa,
,
e os olhos e as mãos e as palavras
como pode ser tudo mentira´´
,
doí-me essa falsa alegria
,
quero roçar a verdade
e olhar pra,dentro
mas sem a intranquila ideia
que viver na mentira é a vida verdadeira....
num roçar leve
,
é a ti que eu quero
.
tão lindo olhar pra,dentro
e mergulhar
e sair limpa serena
vidente do que se não vê.
,
falsa é a dor mascarada de alegria,
,
se inventar
invento no mar o cheiro
a maresia,
,
invento o amor.. invento fantasia
,
mas repasso o horror da mentira
não dou o abraço que não sinto
nem o beijo que me repudia
,
invento paixões de noite
sonho com elas de dia
invento sol e brilhos e brincos de princesa
não uma chama apagada falsamente acesa,
,
e os olhos e as mãos e as palavras
como pode ser tudo mentira´´
,
doí-me essa falsa alegria
,
quero roçar a verdade
e olhar pra,dentro
mas sem a intranquila ideia
que viver na mentira é a vida verdadeira....
AMORA DE CINZA
amora de cinzas
vou incendiar as suas cinzas
já sinto a boca a salivar
desses recônditos recantos
..........nunca escondidos.........
sempre adivinhados
........nunca expressos.........
nunca abandonados
desse gosto virgem da amora madura....
desse encanto revelado
´´´´simples flor silvestre,,,,,
gemendo de amor.....gemendo...
,,,,,a germinar -me na vagina,,,,
aberta aos seus dedos de amor,,
no calor das palmas calosas
onde aninho os lábios
da mão que instala a minha boca
,,,sugando-o virgem desse sabor ..,
........da amora madura,,,,,
onde te reconheço.........
incendeio suas cinzas em mim.....
,,,,fogo que lavra rumo ao crepúsculo de nós....
e dentro de mim te retenho........
guardarei teus dedos na fímbria dos meus lábios
até que por completo desapareça seu sabor
e o seu cheiro não me entonteça........
já sinto a boca a salivar
desses recônditos recantos
..........nunca escondidos.........
sempre adivinhados
........nunca expressos.........
nunca abandonados
desse gosto virgem da amora madura....
desse encanto revelado
´´´´simples flor silvestre,,,,,
gemendo de amor.....gemendo...
,,,,,a germinar -me na vagina,,,,
aberta aos seus dedos de amor,,
no calor das palmas calosas
onde aninho os lábios
da mão que instala a minha boca
,,,sugando-o virgem desse sabor ..,
........da amora madura,,,,,
onde te reconheço.........
incendeio suas cinzas em mim.....
,,,,fogo que lavra rumo ao crepúsculo de nós....
e dentro de mim te retenho........
guardarei teus dedos na fímbria dos meus lábios
até que por completo desapareça seu sabor
e o seu cheiro não me entonteça........
SETAS
setas
povôo os
,dias de nada
polvilho os dias
,de sono
enfeito as noites de sonho
,viro as nuvens do avesso
torno-me giesta
,salto cercas em mim
derrubando os meus anjos
,só ...recrio apenas uma dor
dirijo apenas as palavras
em setas de poesia....
,dias de nada
polvilho os dias
,de sono
enfeito as noites de sonho
,viro as nuvens do avesso
torno-me giesta
,salto cercas em mim
derrubando os meus anjos
,só ...recrio apenas uma dor
dirijo apenas as palavras
em setas de poesia....
quarta-feira, 18 de maio de 2016
A ROUPA
a roupa
a varejeira
varejou a vida inteira
e de tanto varejar
tornou-se corriqueira
tornou-se traiçoeira
tornou-se feiticeira
aprendeu a desejar
vestiu-se de pessoa
mas não percebeu
então tirou a roupa
e voltou a varejar
ficou a roupa nua
sozinha
varejou a vida inteira
e de tanto varejar
tornou-se corriqueira
tornou-se traiçoeira
tornou-se feiticeira
aprendeu a desejar
vestiu-se de pessoa
mas não percebeu
então tirou a roupa
e voltou a varejar
ficou a roupa nua
sozinha
a roupa vestiu-se de ar
BEIJOS
beijos
beijos roubados
na boca da chuva
na aresta do planalto
beijos sorvidos da dor
prenuncio da ausência
na solidão anunciada
beijos nus...salgados
como manchas de agua
salpicam a rude rocha
descem vertente de um corpo
descem pelo ventre liso
loucos sedentos mastigam as bocas
povoados de anjos...voam
no cabaré do destino
beijos roubados... caricias imensas
despedidas de um amor
boémias caricias voláteis
línguas de fogo erram
no vale da púbis serenam
imaginados nas bocas
unem-se sedentos de saliva
choram da eterna despedida....
na boca da chuva
na aresta do planalto
beijos sorvidos da dor
prenuncio da ausência
na solidão anunciada
beijos nus...salgados
como manchas de agua
salpicam a rude rocha
descem vertente de um corpo
descem pelo ventre liso
loucos sedentos mastigam as bocas
povoados de anjos...voam
no cabaré do destino
beijos roubados... caricias imensas
despedidas de um amor
boémias caricias voláteis
línguas de fogo erram
no vale da púbis serenam
imaginados nas bocas
unem-se sedentos de saliva
choram da eterna despedida....
chove
chove
chuvas de Maio.
silêncios sonantes
escuridão de que provenho
sentidos despertos
singular proveta invisível
de alquímicos sons
os sons de nós
os nossos laços ...agora nós
agora amarras cordas de sangue
algas que enredam em nostalgia
enredam os ossos enredam as vidas
são agora plurais ambíguos
mãos calosas e duras
sequelas de outras mãos
e o corpo a palpitar..gritando desejo
apenas recorda frágeis memórias
acreditando na noite...
silêncios sonantes
escuridão de que provenho
sentidos despertos
singular proveta invisível
de alquímicos sons
os sons de nós
os nossos laços ...agora nós
agora amarras cordas de sangue
algas que enredam em nostalgia
enredam os ossos enredam as vidas
são agora plurais ambíguos
mãos calosas e duras
sequelas de outras mãos
e o corpo a palpitar..gritando desejo
apenas recorda frágeis memórias
acreditando na noite...
A RAZÃO
a razão
são precisas razões
as pessoas querem razões
razão para sofrer é uma boa razão
razão para matar e razão para não matar
razão para saber e para não ser
para querer,para comer ,para amar
são precisas razões para viver
e rotinas e tempos e espaços
e horas ,minutos ,segundos, anos e meses
e dias mas não apenas dias,dias de coisas...
prémios galardões ..bispos,torres e peões
e nos dias manhã tarde e noite...
também há a noitinha, a tardinha ,o serão
e em cada tempo uma caixinha..com chave
em casa também há divisões,,escadas com corrimões
e não há razão ...nada.... um asfalto negro
um céu azul ou cinzento ..nublado ..ou pardacento
miséria e há os cheiros ,os mares e os carrilhões do templo
tudo isto sem razão...sem nenhuma razão....
porque não há razão para haver razão
tudo não passa de uma comédia,,,ou farsa ou tragédia
o que nos dá uma boa razão para aprender a rir.....
as pessoas querem razões
razão para sofrer é uma boa razão
razão para matar e razão para não matar
razão para saber e para não ser
para querer,para comer ,para amar
são precisas razões para viver
e rotinas e tempos e espaços
e horas ,minutos ,segundos, anos e meses
e dias mas não apenas dias,dias de coisas...
prémios galardões ..bispos,torres e peões
e nos dias manhã tarde e noite...
também há a noitinha, a tardinha ,o serão
e em cada tempo uma caixinha..com chave
em casa também há divisões,,escadas com corrimões
e não há razão ...nada.... um asfalto negro
um céu azul ou cinzento ..nublado ..ou pardacento
miséria e há os cheiros ,os mares e os carrilhões do templo
tudo isto sem razão...sem nenhuma razão....
porque não há razão para haver razão
tudo não passa de uma comédia,,,ou farsa ou tragédia
o que nos dá uma boa razão para aprender a rir.....
terça-feira, 17 de maio de 2016
MISERA AVE
misera ave
que fazes tu gavião ?
abres as asas.... flutuas!
voa enquanto podes !
pena ...a .....pena..
hão de cair todas as tuas penas
que fazes tu gavião?
voa alto e alto cada vez mais alto
flutuas ...pairas... esperas...
visas a presa e mergulhas no mar
e levas o peixe ainda a saltar...
e gaguejas gavião.......
experimenta cantar..........
é o vento quem canta,,,,,
e o mar que encanta,,,,,,,,,,,,
é o céu o manto que te cobre....
e a nuvem quem te esconde......
é o homem quem te caça......
e o abutre quem te come......
E um enorme sorriso te contempla ! ....descarado...
a ti que não voas por agravo..
a ti que te pendes misero e roto..
a outro ainda mais misero e mais roto......
a ti que arrastas a palavra e o corpo planando...
descarado ...desgraçado de ti gavião.......
que tens asas e não voas......
uma a uma tuas penas vão cair....
teus olhos lacrimejar....bico e língua hão-de amargar..
breve..mais breve ainda....não voarás.....
e quem és gavião ...? mais breve ainda quem serás..?
abres as asas.... flutuas!
voa enquanto podes !
pena ...a .....pena..
hão de cair todas as tuas penas
que fazes tu gavião?
voa alto e alto cada vez mais alto
flutuas ...pairas... esperas...
visas a presa e mergulhas no mar
e levas o peixe ainda a saltar...
e gaguejas gavião.......
experimenta cantar..........
é o vento quem canta,,,,,
e o mar que encanta,,,,,,,,,,,,
é o céu o manto que te cobre....
e a nuvem quem te esconde......
é o homem quem te caça......
e o abutre quem te come......
E um enorme sorriso te contempla ! ....descarado...
a ti que não voas por agravo..
a ti que te pendes misero e roto..
a outro ainda mais misero e mais roto......
a ti que arrastas a palavra e o corpo planando...
descarado ...desgraçado de ti gavião.......
que tens asas e não voas......
uma a uma tuas penas vão cair....
teus olhos lacrimejar....bico e língua hão-de amargar..
breve..mais breve ainda....não voarás.....
e quem és gavião ...? mais breve ainda quem serás..?
Mythologie Egyptienne
THOT is the Egyptian God of the wisdom, the arts and the sciences....
THOT is the Egyptian God of the wisdom, the arts and the sciences....
RAPARIGA DE VERMELHO
rapariga de vermelho
a rapariga de vermelho verdejou
correu prados e campinas
desceu vales subiu colinas
mordeu as uvas das vinhas
colheu a urze do vale
e as brancas margaridas
encheu-se de malmequeres
roubou das cearas espigas
bebeu a agua das fontes
cobriu-se de madressilvas
a rapariga de vermelho verdejou
abriu os olhos ao Sol...
voou nas asas da lua
ouviu o uivo do vento
e o marulho do mar
viveu até que a vida lhe doa
tombou num campo de papoula
e a rapariga de vermelho .....encarnou...
até que a morte lhe doa......
correu prados e campinas
desceu vales subiu colinas
mordeu as uvas das vinhas
colheu a urze do vale
e as brancas margaridas
encheu-se de malmequeres
roubou das cearas espigas
bebeu a agua das fontes
cobriu-se de madressilvas
a rapariga de vermelho verdejou
abriu os olhos ao Sol...
voou nas asas da lua
ouviu o uivo do vento
e o marulho do mar
viveu até que a vida lhe doa
tombou num campo de papoula
e a rapariga de vermelho .....encarnou...
até que a morte lhe doa......
a minha lua
a minha lua
escuta
eu tenho uma lua assim
a minha lua consome-me
está -me nas veias da mão
está na lira que eu toco
e nas pessoas que amo
está nos lugares onde estive
e nas minhas memórias
a minha lua vive do passado
mas é presente e será sempre presente
tem beijos na boca
e flores nos cabelos
nela ardem chamas e fundem-se gelos
consome-me dia a dia
e estará sempre comigo
tem fases e é nessas fases que eu vivo
esconde-se ás vezes mas eu sei onde está
a minha lua está sempre comigo
escuta
eu tenho uma lua assim
linda como a mais linda melodia
branca e luminosa
vivo com ela e na luz que irradia
vai estar sempre comigo
a minha lua consome-me e livra-me do breu
escuta
a minha lua sou eu
eu tenho uma lua assim
a minha lua consome-me
está -me nas veias da mão
está na lira que eu toco
e nas pessoas que amo
está nos lugares onde estive
e nas minhas memórias
a minha lua vive do passado
mas é presente e será sempre presente
tem beijos na boca
e flores nos cabelos
nela ardem chamas e fundem-se gelos
consome-me dia a dia
e estará sempre comigo
tem fases e é nessas fases que eu vivo
esconde-se ás vezes mas eu sei onde está
a minha lua está sempre comigo
escuta
eu tenho uma lua assim
linda como a mais linda melodia
branca e luminosa
vivo com ela e na luz que irradia
vai estar sempre comigo
a minha lua consome-me e livra-me do breu
escuta
a minha lua sou eu
quinta-feira, 12 de maio de 2016
ESTRELA DA MANHÃ MANUEL BANDEIRA
Estrela da Manhã
Eu queria a estrela da manhã
Onde está a estrela da manhã?
Meus amigos meus inimigos
Procurem a estrela da manhã
Ela desapareceu ia nua
Desapareceu com quem?
Procurem por toda à parte
Digam que sou um homem sem orgulho
Um homem que aceita tudo
Que me importa?
Eu quero a estrela da manhã
Três dias e três noite
Fui assassino e suicida
Ladrão, pulha, falsário
Virgem mal-sexuada
Atribuladora dos aflitos
Girafa de duas cabeças
Pecai por todos pecai com todos
Pecai com malandros
Pecai com sargentos
Pecai com fuzileiros navais
Pecai de todas as maneiras
Com os gregos e com os troianos
Com o padre e o sacristão
Com o leproso de Pouso Alto
Depois comigo
Te esperarei com mafuás novenas cavalhadas
[comerei terra e direi coisas de uma ternura tão simples
Que tu desfalecerás
Procurem por toda à parte
Pura ou degradada até a última baixeza
Eu quero a estrela da manhã.
Eu queria a estrela da manhã
Onde está a estrela da manhã?
Meus amigos meus inimigos
Procurem a estrela da manhã
Desapareceu com quem?
Procurem por toda à parte
Digam que sou um homem sem orgulho
Um homem que aceita tudo
Que me importa?
Eu quero a estrela da manhã
Três dias e três noite
Fui assassino e suicida
Ladrão, pulha, falsário
Virgem mal-sexuada
Atribuladora dos aflitos
Girafa de duas cabeças
Pecai por todos pecai com todos
Pecai com malandros
Pecai com sargentos
Pecai com fuzileiros navais
Pecai de todas as maneiras
Com os gregos e com os troianos
Com o padre e o sacristão
Com o leproso de Pouso Alto
Depois comigo
Te esperarei com mafuás novenas cavalhadas
[comerei terra e direi coisas de uma ternura tão simples
Que tu desfalecerás
Procurem por toda à parte
Pura ou degradada até a última baixeza
Eu quero a estrela da manhã.
RODA
roda.
roda em vão o pensamento
e cisma e mói mas não pactua
.
com as águas que descem a serra
soltas sem saber onde vão
.
e sem querer e sem procura
caem de tanta altura
,
e não sabem quem são.
,
ser apenas uma gota delas
uma gota de vida a brilhar
,
e seria eu ave e livre
sem questões nem quimeras
,
e suprema felicidade
deixaria então de pensar..
e cisma e mói mas não pactua
.
com as águas que descem a serra
soltas sem saber onde vão
.
e sem querer e sem procura
caem de tanta altura
,
e não sabem quem são.
,
ser apenas uma gota delas
uma gota de vida a brilhar
,
e seria eu ave e livre
sem questões nem quimeras
,
e suprema felicidade
deixaria então de pensar..
IR
ir
ás vezes tenho medo de dormir
não tenho medo dos sonhos
mas sim do que lhes digo
tanto que eu falo e que ouço
a boca fala que eu sinto
ontem ouvi a minha voz
dizendo coisas ...queria calar-me
mas não conseguia
levava pessoas de um lado para o outro
mas não recordo os lados
e não me doía
eram curtas viagens e ninguém me respondia
falava como se fala ás crianças
como a convencê-las a ir
e quando uma desaparecia
voltava a buscar a outra
não queria nada.. estava bem....
mais quando acordei
fiquei a pensar se alguma noite
me convenço a ir também...
ás vezes tenho medo de dormir.....
não tenho medo dos sonhos
mas sim do que lhes digo
tanto que eu falo e que ouço
a boca fala que eu sinto
ontem ouvi a minha voz
dizendo coisas ...queria calar-me
mas não conseguia
levava pessoas de um lado para o outro
mas não recordo os lados
e não me doía
eram curtas viagens e ninguém me respondia
falava como se fala ás crianças
como a convencê-las a ir
e quando uma desaparecia
voltava a buscar a outra
não queria nada.. estava bem....
mais quando acordei
fiquei a pensar se alguma noite
me convenço a ir também...
ás vezes tenho medo de dormir.....
CHUVA
chuva
ergue os olhos e suga a lua
bebe seu liquido luar
,
de prata é a agua pura
que sorves no teu olhar
,
sangue novo em mim circula
ao banhar-me nesse mar
,
sangue que é milho e mosto
que mata esta sede de ser
,
e cada dia que nasce
é mais um dia pra viver
,
tu meu amor ...ausência
tomas a minha mão na tua
,
sinto eu o teu morrer
e fica a vida dura
,
o luar faz-se pranto a correr
e estendo as mãos na chuva
,
estalam as mãos a arder...
e sobe em mim a amargura
de nunca mais te ver.
Margarida Cimbolini
ergue os olhos e suga a lua
bebe seu liquido luar
,
de prata é a agua pura
que sorves no teu olhar
,
sangue novo em mim circula
ao banhar-me nesse mar
,
sangue que é milho e mosto
que mata esta sede de ser
,
e cada dia que nasce
é mais um dia pra viver
,
tu meu amor ...ausência
tomas a minha mão na tua
,
sinto eu o teu morrer
e fica a vida dura
,
o luar faz-se pranto a correr
e estendo as mãos na chuva
,
estalam as mãos a arder...
e sobe em mim a amargura
de nunca mais te ver.
Margarida Cimbolini
terça-feira, 10 de maio de 2016
SERIA
seria
seria o renascer das águas claras
numa só nota
da mais bela das músicas
seria o sopro aguado do vento
a solidão aflorada
o olhar longo e amoroso
o corpo nu e relaxado
um brilho de sol na minha lua
seria...se fosse por um segundo tua.
numa só nota
da mais bela das músicas
seria o sopro aguado do vento
a solidão aflorada
o olhar longo e amoroso
o corpo nu e relaxado
um brilho de sol na minha lua
seria...se fosse por um segundo tua.
HUMOR DE SANGUE
Humor de sangue
sim recorda-me prateada
sem idade e sem tempo
ladainha interrompida
melopeia do vento
quase entorpecida
quase rumo ...quase alento
asas rasgadas
esta voz rouca
este olhar sedento
esta fome de amar
este andar pausado e lento
de quem prefere voar
de quem não percebe o tempo
de quem teme tudo
sem verdade desconhecida
nem mentira crescida
neste suor prateado sou eu
aquela que passeia na noite
receando a chuva
receando tudo
vendo as máscaras das pessoas
palpando seus fogos- fátuos
em mágoas toda inteira
recebendo tudo sem peneira
e recuando para dentro
tão frágil sem minha ameia
que em humor de sangue semeia
nesgas de húmus pela terra inteira
em castelos de muito sofrimento
sem idade e sem tempo
ladainha interrompida
melopeia do vento
quase entorpecida
quase rumo ...quase alento
asas rasgadas
esta voz rouca
este olhar sedento
esta fome de amar
este andar pausado e lento
de quem prefere voar
de quem não percebe o tempo
de quem teme tudo
sem verdade desconhecida
nem mentira crescida
neste suor prateado sou eu
aquela que passeia na noite
receando a chuva
receando tudo
vendo as máscaras das pessoas
palpando seus fogos- fátuos
em mágoas toda inteira
recebendo tudo sem peneira
e recuando para dentro
tão frágil sem minha ameia
que em humor de sangue semeia
nesgas de húmus pela terra inteira
em castelos de muito sofrimento
quinta-feira, 5 de maio de 2016
O LOBO
o lobo
era já noite ....noite fechada
e o lobo gemia alvorada
louco ....louco de cio
no planalto uivava
o lobo e a madrugada
mesmo há beirinha do rio
e o lobo gemia alvorada
louco ....louco de cio
no planalto uivava
o lobo e a madrugada
mesmo há beirinha do rio
nas dobras do tempo era já tempo
de nascer a alvorada
e aquele lobo que uivava
perdera a âncora e a estrada
e na alcateia assombrava
marinheiros do seu navio
de nascer a alvorada
e aquele lobo que uivava
perdera a âncora e a estrada
e na alcateia assombrava
marinheiros do seu navio
sem consolo mexia o mato
erguia o longo olfacto
e de pelo reluzente
mais parecia ouro fulgente
que marinheiro sem pavio
erguia o longo olfacto
e de pelo reluzente
mais parecia ouro fulgente
que marinheiro sem pavio
e bem perto da alvorada
o lobo que o rio negava
sem âncora sem pavio sem nada
que á alma não chegava
a quem a terra tirara
a femêa ,o seio .....a jornada
o lobo tranzido de frio
mandou embora a jangada
......e fez-se ao fundo do rio......
o lobo que o rio negava
sem âncora sem pavio sem nada
que á alma não chegava
a quem a terra tirara
a femêa ,o seio .....a jornada
o lobo tranzido de frio
mandou embora a jangada
......e fez-se ao fundo do rio......
Margarida Cimbolini
CINZAS
cinzas
de volta ás cinzas
em tom magoado
está o cinzel....triste
pela palavra foi trocado
quem esculpia
está de pena em riste
escreve...
mas o poeta subsiste !
Margarida Cimbolini
de volta ás cinzas
em tom magoado
está o cinzel....triste
pela palavra foi trocado
quem esculpia
está de pena em riste
escreve...
mas o poeta subsiste !
Margarida Cimbolini
SEDE DE AMOR
Sede de amor
Não sou só eu
A andorinha também procura o ninho
No deserto o índio procura o oásis
A areia procura o vento
O Sol procura o dia
A lua procura a noite
Não sou só eu
,, que tem sede de amor!
mas sou eu ,só eu que paga do amor o original pecado!
A andorinha também procura o ninho
No deserto o índio procura o oásis
A areia procura o vento
O Sol procura o dia
A lua procura a noite
Não sou só eu
,, que tem sede de amor!
mas sou eu ,só eu que paga do amor o original pecado!
SE
se
se vires alguém caminhar direito
entorta o teu passo
e se virar á esquerda
sai daí ..guarda o passo
e na direita que está teu regaço
se sabes voar guardo o vôo
e se cantas esfrega a garganta
sabes lá tu quem é que dança.....
queres amarelo.....guarda o livro no prelo
se vês um espinho salta o espinheiro
e abre o chapéu ........vem aguaceiro
e se cai cacimba molha a língua
se a tens afiada bebe água
fica calada.....
mas se és carneiro ...então segue a manada
cedo ou tarde....serás palha ou cais da estrada...
se vires alguém caminhar direito
entorta o teu passo
e se virar á esquerda
sai daí ..guarda o passo
e na direita que está teu regaço
se sabes voar guardo o vôo
e se cantas esfrega a garganta
sabes lá tu quem é que dança.....
queres amarelo.....guarda o livro no prelo
se vês um espinho salta o espinheiro
e abre o chapéu ........vem aguaceiro
e se cai cacimba molha a língua
se a tens afiada bebe água
fica calada.....
mas se és carneiro ...então segue a manada
cedo ou tarde....serás palha ou cais da estrada...
SERIA
seria
seria o renascer das águas claras
numa só nota
da mais bela das músicas
seria o sopro aguado do vento
a solidão aflorada
o olhar longo e amoroso
o corpo nu e relaxado
um brilho de sol na minha lua
seria...se fosse por um segundo tua.
numa só nota
da mais bela das músicas
seria o sopro aguado do vento
a solidão aflorada
o olhar longo e amoroso
o corpo nu e relaxado
um brilho de sol na minha lua
seria...se fosse por um segundo tua.
EU GRITO
Eu grito.........
Leio sempre há pressa agora ! palavra aqui palavra ali,frases ,ideias....não ...as palavras jogam-se umas nas outras e não passam d,isso,,,tenho tantas saudades de ler.....daquele mergulho que durava o dia todo .....a noite toda,,,palavras descobertas constantemente e com elas tudo......cada palavra um mundo e tão bom...Como era bom ler e tanto que gostava dos livros ..li alguns dezenas de vezes e tombava de maravilha em maravilha correndo tudo....naquela altura não escolhia....não sabia nada..mal sabia ler....mas lia e o que não lia ...inventava ...criava...descobria e por aí fora sempre lendo ,não títulos mas pessoas ...amigos.....
Tenho tantas saudades de ler..!.porque eu já não sei ler ,sei correr os olhos apressados..
Há um tempo sim que lia...mas já não devorava ....não mastigava ..engolia sôfrega ,,, esfomeada ..inquieta... ansiosa e deglutia...
Nunca vomitei...desistia....agora leio poesia ....não antiga não aquela de encanto...... sossegada...onde acordava e dormia e sonhava e vivia...essa está cá dentro toda inteira rápida e certeira ás vezes esqueço ....mas volta que arrepia ! quando o poeta cai....é céu ..é neve ..um langor quente uma agonia fico sempre assustada....quem escreveu !!!!não ..não fui eu.....
Agora releio poesia e leio mas rápido num corropio......descreio não .....não leio....entro no livro e passeio....junto os livros num monte...no monte do recreio ..para ir lendo...mas nem o que eu escrevo nem isso eu leio......
Desespero.....de tudo ....ás vezes salta um poema e fico ali ! agarrada,,,,,, espero mais....espremo as palavras..digo-as ouço-as....mas nada fica...nada me excita...são só ideias.....estarei morrendo no mergulho ....? mas nem no que eu escrevo eu acredito ! são vãs palavras......daqui a mais um pouco ....eu grito !
Tenho tantas saudades de ler..!.porque eu já não sei ler ,sei correr os olhos apressados..
Há um tempo sim que lia...mas já não devorava ....não mastigava ..engolia sôfrega ,,, esfomeada ..inquieta... ansiosa e deglutia...
Nunca vomitei...desistia....agora leio poesia ....não antiga não aquela de encanto...... sossegada...onde acordava e dormia e sonhava e vivia...essa está cá dentro toda inteira rápida e certeira ás vezes esqueço ....mas volta que arrepia ! quando o poeta cai....é céu ..é neve ..um langor quente uma agonia fico sempre assustada....quem escreveu !!!!não ..não fui eu.....
Agora releio poesia e leio mas rápido num corropio......descreio não .....não leio....entro no livro e passeio....junto os livros num monte...no monte do recreio ..para ir lendo...mas nem o que eu escrevo nem isso eu leio......
Desespero.....de tudo ....ás vezes salta um poema e fico ali ! agarrada,,,,,, espero mais....espremo as palavras..digo-as ouço-as....mas nada fica...nada me excita...são só ideias.....estarei morrendo no mergulho ....? mas nem no que eu escrevo eu acredito ! são vãs palavras......daqui a mais um pouco ....eu grito !
quarta-feira, 4 de maio de 2016
O EMBONDEIRO POEMA PARA A CARMEN FILOMENA JANTAR EM 7 DE MAIO
O EMBONDEIRO
árvore de raiz funda
fruto que se faz mulher
olhos negros feiticeiros
serias um embondeiro !
fruto que se faz mulher
olhos negros feiticeiros
serias um embondeiro !
Não é um olhar qualquer
é um olhar de terra
que ás vezes se torna luar
quando nos leva a sonhar
e se recusa a morrer...
é um olhar de terra
que ás vezes se torna luar
quando nos leva a sonhar
e se recusa a morrer...
fruto do embondeiro
maduro mas a crescer
hibernando na manhã
nascido ao entardecer
maduro mas a crescer
hibernando na manhã
nascido ao entardecer
Raízes de sangue Africano
no seu amor ...no seu tecer
de apelido ...Pessoa....
de seu nome Mouraria
senhora da poesia.......
........recebe este meu ver.....
no seu amor ...no seu tecer
de apelido ...Pessoa....
de seu nome Mouraria
senhora da poesia.......
........recebe este meu ver.....
Gosto quando teus olhos gritam
dimensão inatingível
e no crepúsculo Africano ficam...
Mas que roças em voz clara
dizendo como quem cria......
dimensão inatingível
e no crepúsculo Africano ficam...
Mas que roças em voz clara
dizendo como quem cria......
Senhora da Poesia
Energia muito antiga
...............vidas vivendo vida
......entes em romaria
que saltam crescem e sobem
penetrados de magia....
que enchem a quem te sente
.... e sem pensar e sem saber
... ouve o teu olhar rindo........
que na noite se eleva e cria....
expelindo faíscas do ser.....
...............vidas vivendo vida
......entes em romaria
que saltam crescem e sobem
penetrados de magia....
que enchem a quem te sente
.... e sem pensar e sem saber
... ouve o teu olhar rindo........
que na noite se eleva e cria....
expelindo faíscas do ser.....
guerreira de seu nascer
.......senhora de algum saber.....
.......senhora de algum saber.....
....o maior de todos ,,sentir,,....
e é este o embondeiro
a árvore de raízes fundas
.
Senhora da POESIA....
,,É A TI MULHER INTEIRA...
a árvore de raízes fundas
.
Senhora da POESIA....
,,É A TI MULHER INTEIRA...
CARMEN FILOMENA que aqui venho aplaudir
com esta minha maneira...
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