O cais
gente
gente que chega
gente que sai
olhos cor de viagem
presos na pressa do cais
as mãos caídas
os braços moles
ou seguras ou erguidas
ou estendidas lá no cais
pedem pão
pedem perdão
mulheres sem par .
....cor de ferrugem
homens demais
encostados fumam
.... ou abraçados ..
....cor de nuvem
crianças aflitas
sobresaltadas
meninas com fitas
rapazes de boné
pela mão dos pais
... uma mão zangada
porque é quarta -feira
...cedo de manhã.....
acabou a noitada....
e a mãe está atrasada
o barco apita
um homem grita
sobe a parada
faz-se o barco ao rio
que de mar não tem nada
bufa o navio
... no quartel é alvorada
voam gaivotas no nevoeiro
no cais a vida crepita..
e o gaiato dos jornais anuncia
....num berreiro...
,,quarenta graus no mundo inteiro,,
o peixe remexe ainda vivo nas bacias
é assim cada dia,,todos os dias...
........lá no cais....
gente que chega
gente que sai
olhos cor de viagem
presos na pressa do cais
as mãos caídas
os braços moles
ou seguras ou erguidas
ou estendidas lá no cais
pedem pão
pedem perdão
mulheres sem par .
....cor de ferrugem
homens demais
encostados fumam
.... ou abraçados ..
....cor de nuvem
crianças aflitas
sobresaltadas
meninas com fitas
rapazes de boné
pela mão dos pais
... uma mão zangada
porque é quarta -feira
...cedo de manhã.....
acabou a noitada....
e a mãe está atrasada
o barco apita
um homem grita
sobe a parada
faz-se o barco ao rio
que de mar não tem nada
bufa o navio
... no quartel é alvorada
voam gaivotas no nevoeiro
no cais a vida crepita..
e o gaiato dos jornais anuncia
....num berreiro...
,,quarenta graus no mundo inteiro,,
o peixe remexe ainda vivo nas bacias
é assim cada dia,,todos os dias...
........lá no cais....
