raiva
não tenho medo da tristeza
nem da alma
nem das lágrimas
dessas que me caem dos olhos
deixando olheiras de pedra
Fica a cara vincada
a face descomposta
não tenho medo de chorar
Porque há-de a poesia ser alegre
ou jocosa ou irónica
e terminar com um laço de alfazema
Porque há-de a poesia fazer rir
ser anedota de carne
ser marioneta de actriz
concubina do palavrão
ou não ?
nem da alma
nem das lágrimas
dessas que me caem dos olhos
deixando olheiras de pedra
Fica a cara vincada
a face descomposta
não tenho medo de chorar
Porque há-de a poesia ser alegre
ou jocosa ou irónica
e terminar com um laço de alfazema
Porque há-de a poesia fazer rir
ser anedota de carne
ser marioneta de actriz
concubina do palavrão
ou não ?
De pedra pois sempre será pedra
Dura como a visão do mundo
Muro tombado na esquina
falha e solene consciência nua
Dura como a visão do mundo
Muro tombado na esquina
falha e solene consciência nua
Há noite o vento na rua distrai a face
Serei distraída de tudo de todos
Olhos calejados de calúnias
Leque de penas de falso pavão
Serei distraída de tudo de todos
Olhos calejados de calúnias
Leque de penas de falso pavão
Mas sim é triste e necessário o infortúnio !
ironicamente.....!
Só a dor nas almas cabe a fundo.....
ironicamente.....!
Só a dor nas almas cabe a fundo.....