aos meus poetas
versos em tiras de veludo
metade do meu pão
e o meu ténue sorriso
metade do meu pão
e o meu ténue sorriso
aos poetas que eu amo
as rendas do meu tear
os vôos das minhas asas
na indiferença dos céus
eu darei estrelas do mar
para tecerem comigo
estas rimas de luar
estes ramos que saem de mim
estes gritos do meu ser
estas ânsias de viver
as rendas do meu tear
os vôos das minhas asas
na indiferença dos céus
eu darei estrelas do mar
para tecerem comigo
estas rimas de luar
estes ramos que saem de mim
estes gritos do meu ser
estas ânsias de viver
os meus poetas eternos
as minhas loucas poetizas
rumos da minha historia
as minhas loucas poetizas
rumos da minha historia
poetas desçam devagar
venham de mansinho
venham pelo postigo
porta dos sem abrigo
no vai -vem do respirar
depois suspirem comigo
ficam no meu colo antigo
naquele que sabe embalar
venham de mansinho
venham pelo postigo
porta dos sem abrigo
no vai -vem do respirar
depois suspirem comigo
ficam no meu colo antigo
naquele que sabe embalar
ai os poetas que eu amo
amo ainda mais que o mar
amo ainda mais que o mar
na fímbria do meu vestido
sinto-os a sussurrar
não o hei-de tirar nunca
ninguém mos há-de roubar
sinto-os a sussurrar
não o hei-de tirar nunca
ninguém mos há-de roubar