segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

NÃO SEI NADA

Eu sei lá de tudo o que não sei..
Do que sei menos de uma gota de chuva
É tudo o que a tâmara guarda
São estas lagrimas vertentes
Lagos escorrendo orgulho e ego
Flagelos com que me flagelo
Olhos dentes de dragão se refletem no espelho
Sofrimentos de antenho..
Sangue do meu sangue
Cabeças de veias liquidefeitas
Oferendas imaturas.
Dar o fruto do meu ventre ainda não nascido
Tudo faz ricochete
Mil anos depois será assim...
Assim seja
É este o rumor dos meus ossos
Margarida Cimbolini