quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

DENSA MÃO

Densa mão


Meti a mão no nevoeiro
Suou minha mão de chuvas
Roxa de frio...foi minha mão labareda...
a queimar o escuro breu
Acendi mais um altar...
Capela de barro cinzento...
perdi me muda......
... de espanto...naquele altar de cimento ..
Roguei aos santos de barro..
....e ao senhor lá na cruz...
Queria saber de mim...e da minha cantarinha....
Preciso de água da fonte...
não chego sou pequenina !
Margarida Cimbolini