Âncora
Metade raiva
metade medo
Metade amor
metade segredo
Sendo Mar e Maria
A âncora pesada e lerda
pontiaguda e bela
..Lancei a toda a vida...
Âncora que carreguei no dorso...
tomando o tempo por carnaval
e o meu caminho por corso
O vento fustigou- me o rosto
e o rumo na rota do céu era velho..
mesmo quando parecia moço !
Âncora desgraçada com que prendia a viagem...
e corria na margem...
criança e mulher louca...
cuja voz frágil e rouca..
se gastava na vida sempre pouca !
Pouca pequena e frágil vida...
...pra' alma tão nua...
tão despida tão crua !
Tanto coração!
ego tão à solta ..
...sem ela a âncora..
quem lavraria a terra negra !
como levedar a nata branca !?
E agora ...que me falta a força...
que me escasseia a esperança..
Como carregar a velha âncora ..!?
metade medo
Metade amor
metade segredo
Sendo Mar e Maria
A âncora pesada e lerda
pontiaguda e bela
..Lancei a toda a vida...
Âncora que carreguei no dorso...
tomando o tempo por carnaval
e o meu caminho por corso
O vento fustigou- me o rosto
e o rumo na rota do céu era velho..
mesmo quando parecia moço !
Âncora desgraçada com que prendia a viagem...
e corria na margem...
criança e mulher louca...
cuja voz frágil e rouca..
se gastava na vida sempre pouca !
Pouca pequena e frágil vida...
...pra' alma tão nua...
tão despida tão crua !
Tanto coração!
ego tão à solta ..
...sem ela a âncora..
quem lavraria a terra negra !
como levedar a nata branca !?
E agora ...que me falta a força...
que me escasseia a esperança..
Como carregar a velha âncora ..!?
Margarida Cimbolini
