Grito de neve
Corro os olhos na planície..
Esventro a terra
Sou semente
Sou espiga
E pão
Ceara
É clarão
Onde os meus incêndios
Onde o fermento em
que germino
Onde as palavras vivas
são pontes lianas e degraus ...
Ressoam claridades !
Quebram-se em mim geadas
é o grito da neve este que solto
Grito sem voz
Esventro a terra
Sou semente
Sou espiga
E pão
Ceara
É clarão
Onde os meus incêndios
Onde o fermento em
que germino
Onde as palavras vivas
são pontes lianas e degraus ...
Ressoam claridades !
Quebram-se em mim geadas
é o grito da neve este que solto
Grito sem voz
Margarida Cimbolin
