sexta-feira, 2 de novembro de 2018

MORRI



Morri
Todos os dias 
a poesia morre
É pisada como barata
À s vezes vejo da janela
nasce e sorri
Depois alguém a mata
Todos os dias a poesia morre
Assusta-me vê-la morrer
ela não se queixa
mas faz-me sofrer
Às vezes espero numa esquina
vem calada mas sorri
Temo ouvi-la dizer
Era poesia mas já não sou
Morri