Homenagem ao poeta
o Portugal D,Ary....
uma foice e um arado
um mar louco encastelado
um país morto castrado
um filho mais enteado
~~~~
verdes campos e canções
a palavra apaixonada
~~~~
uma arma de amargor
um povo nobre esmagado
numa batalha sem cor
~~~~~~
navios cheios de maldições
~~~~
um poeta redentor
~ ~~~~
quarenta anos anos passados
~~
meu poeta ...meu amor
~~~~
que dizer-te do país....
está mais nobre e mais ousado
faz jus aos antepassados
carrega pós e areias
~~~~
mas somos nós os soldados
nossas vidas as trincheiras
~~
um povo mais velho e cansado
os jovens já cá não estão
~~~~
......a saúde é pouca e má
..........o ouro há quem o tenha
.......mas para o povo não há!
~~~~
grassa praí a fome a droga e a loucura
.....mas~sim a vida perdura... !
religiões ...ideias tristes.............
~~~~~~
a luz de Lisboa.....resiste !
~~~~~~
no Tejo morrem os peixes....
não há pombos no Rossio.....
e poucos são os que ficam....
.......´á noite a olhar o rio...
~~~~
a Lua e o Sol baralhados ....
.....já se põem ou se escondem...
~~~~
e nos campos não há gado....
nem quem apanhe azeitona
~~~~~~~~
o tempo mal passou !
mas a poesia fica.. brilha ... basta e rica !
o teatro morre aos poucos......
de resto....pouco mudou...
mas a esperança essa grita.....!
~~~~~~
o mundo não acabou...
e a memória ainda sangra e a tua palavra fica !
um mar louco encastelado
um país morto castrado
um filho mais enteado
~~~~
verdes campos e canções
a palavra apaixonada
~~~~
uma arma de amargor
um povo nobre esmagado
numa batalha sem cor
~~~~~~
navios cheios de maldições
~~~~
um poeta redentor
~ ~~~~
quarenta anos anos passados
~~
meu poeta ...meu amor
~~~~
que dizer-te do país....
está mais nobre e mais ousado
faz jus aos antepassados
carrega pós e areias
~~~~
mas somos nós os soldados
nossas vidas as trincheiras
~~
um povo mais velho e cansado
os jovens já cá não estão
~~~~
......a saúde é pouca e má
..........o ouro há quem o tenha
.......mas para o povo não há!
~~~~
grassa praí a fome a droga e a loucura
.....mas~sim a vida perdura... !
religiões ...ideias tristes.............
~~~~~~
a luz de Lisboa.....resiste !
~~~~~~
no Tejo morrem os peixes....
não há pombos no Rossio.....
e poucos são os que ficam....
.......´á noite a olhar o rio...
~~~~
a Lua e o Sol baralhados ....
.....já se põem ou se escondem...
~~~~
e nos campos não há gado....
nem quem apanhe azeitona
~~~~~~~~
o tempo mal passou !
mas a poesia fica.. brilha ... basta e rica !
o teatro morre aos poucos......
de resto....pouco mudou...
mas a esperança essa grita.....!
~~~~~~
o mundo não acabou...
e a memória ainda sangra e a tua palavra fica !
Margarida Cimbolini
