poesia
A poesia não é luto
é vida
não te vistas de preto
não me leias só
como quem lê
não me cheires
aspira-me
não me afagues em festas de rir
toma-me
suspira-me
faz de mim ar
planta velha simbiose volátil
semente de alecrim
queima-me
e terás as cinzas quentes do verso
na veia do poeta injecta-me
mistura-me no vinho
no vinho cor de violeta
onde navegas sozinho
esta é a poesia de quem
escuta as estrelas
barco de eternidade esburacado
teclas de piano em desordem
ossos de anjo,asas de rola
olhos de águia cega
esta é a poesia de quem espera
alquimia de seiva e de sangue
esta é a poesia que não se extingue
e nunca será morte
é vida
não te vistas de preto
não me leias só
como quem lê
não me cheires
aspira-me
não me afagues em festas de rir
toma-me
suspira-me
faz de mim ar
planta velha simbiose volátil
semente de alecrim
queima-me
e terás as cinzas quentes do verso
na veia do poeta injecta-me
mistura-me no vinho
no vinho cor de violeta
onde navegas sozinho
esta é a poesia de quem
escuta as estrelas
barco de eternidade esburacado
teclas de piano em desordem
ossos de anjo,asas de rola
olhos de águia cega
esta é a poesia de quem espera
alquimia de seiva e de sangue
esta é a poesia que não se extingue
e nunca será morte
