Vidro
O vidro nu
embacia com o hálito da respiração ofegante...
Prenhe de prazer !
Prenhe de desejo !
Paira o cheiro ..doce do amor...
O cheiro acre do sexo...
As palavras rolam como seixos húmidas de beijos ,,,húmidas de dor...
Gritam de sufocadas! de contidas..
Misturam-se na boca rolam nas línguas...
Enredam-se nas pernas trocadas !
Sobem nos corpos enlaçados !
Mudas as palavras ferem e derramam sêmen
no orgasmo da carne...
Híbridas e transparentes..
As palavras unem -se fazem amor !
Erguem - se muros...
Tombam castelos ! rompem - se cadeias....
O mundo estremece sem rima ! É frágil como vidro...
É pobre e pequeno o verso !
É curto o tempo e o espaço...
A paixão transborda doida e furiosa violenta e cruel...
sabe a vinho e a mel !
Exije e logo esquece..quer tudo..
e não sabe o que mais quer !
É fertil..lirica febril !
A paixão é femea é mulher...
A paixão queima de dor !
São mais do que dois amantes ...
São dois poetas a fazer amor !
embacia com o hálito da respiração ofegante...
Prenhe de prazer !
Prenhe de desejo !
Paira o cheiro ..doce do amor...
O cheiro acre do sexo...
As palavras rolam como seixos húmidas de beijos ,,,húmidas de dor...
Gritam de sufocadas! de contidas..
Misturam-se na boca rolam nas línguas...
Enredam-se nas pernas trocadas !
Sobem nos corpos enlaçados !
Mudas as palavras ferem e derramam sêmen
no orgasmo da carne...
Híbridas e transparentes..
As palavras unem -se fazem amor !
Erguem - se muros...
Tombam castelos ! rompem - se cadeias....
O mundo estremece sem rima ! É frágil como vidro...
É pobre e pequeno o verso !
É curto o tempo e o espaço...
A paixão transborda doida e furiosa violenta e cruel...
sabe a vinho e a mel !
Exije e logo esquece..quer tudo..
e não sabe o que mais quer !
É fertil..lirica febril !
A paixão é femea é mulher...
A paixão queima de dor !
São mais do que dois amantes ...
São dois poetas a fazer amor !
Margarida Cimbolini


