espreito
espreito a noite entreaberta
já que o Sol que eu canto
acaba sempre em noite
também a noite eu não canto
mas pudesse eu suspender o tempo
e seria o meu canto lento
pois cantaria o momento
passa o dia correndo atrás do meu ócio
ou fica o meu ócio esperando o tempo
mal a brisa ecoa e a escuto
escuto e está passada
será que foi porque escutei
que tão breve passou
não sei
na minha teia a aranha fica
a mosca morre ...foge a traça aflita
tudo tão breve ....tudo tão leve
nunca o prazer dura em nada
e já é madrugada
manhã dos outros que correm há porfia
correndo atrás do dia...
e eu sonharei ainda na raiz do pensamento
pois chego a pensar que não penso
e rodo neste eterno tormento
flutuo nas águas paradas
nenúfares vestidos de nadas
as algas são meus cabelos ...folhas mortas
e sonho no sono do vento
sempre a espreitar as madrugadas......
e o tempo passa e passa tão rápido e tão lento....
já que o Sol que eu canto
acaba sempre em noite
também a noite eu não canto
mas pudesse eu suspender o tempo
e seria o meu canto lento
pois cantaria o momento
passa o dia correndo atrás do meu ócio
ou fica o meu ócio esperando o tempo
mal a brisa ecoa e a escuto
escuto e está passada
será que foi porque escutei
que tão breve passou
não sei
na minha teia a aranha fica
a mosca morre ...foge a traça aflita
tudo tão breve ....tudo tão leve
nunca o prazer dura em nada
e já é madrugada
manhã dos outros que correm há porfia
correndo atrás do dia...
e eu sonharei ainda na raiz do pensamento
pois chego a pensar que não penso
e rodo neste eterno tormento
flutuo nas águas paradas
nenúfares vestidos de nadas
as algas são meus cabelos ...folhas mortas
e sonho no sono do vento
sempre a espreitar as madrugadas......
e o tempo passa e passa tão rápido e tão lento....
