quarta-feira, 21 de junho de 2017

INESPERADO

nesperado
o vôo da borboleta
na selva da música
no bafo dos corpos colados
os dois lagos azuis
na rosto escuro
pousando nos meus
a mão leve queimando a pele no tecido fino
colados na dança sensual
parada irreal..
azuis de azul profundo
visão de povo antigo
místico amor
dimensão de chuva
mistura inesperada
jovem olhar
nos lábios rotos
de mais uma noite
tinha corpo e voz
aquele olhar
jovem demais
mas real
ainda me persegue voando
na asa delicada
da borboleta..
na beleza...
3.6.17