As árvores
as árvores
misturam-se no pinhal
como corpos esquecidos de si
misturam-se no pinhal
como corpos esquecidos de si
tocam-se as copas
entrelaçam-se os ramos altos
e sentem-se os seus verdes olhos
poisados em nós
entrelaçam-se os ramos altos
e sentem-se os seus verdes olhos
poisados em nós
como farpas duras mas ternas
enquanto nos murmuram
feitiços antigos
feitiços antigos
enquanto trocamos velhas caricias
saltitam as memórias
saltitam as memórias
o pinhal gritou no silencio profundo
e falei-lhe de mim
e falei-lhe de mim
senti o seu abraço enorme
frondoso e forte
e ele abriu-se suavemente
conheceu-me
e reconheci-o ...........
....dentro de mim tomei-o....
frondoso e forte
e ele abriu-se suavemente
conheceu-me
e reconheci-o ...........
....dentro de mim tomei-o....
e amámos-nos como antigamente
hoje o nosso amor venceu as labaredas....
hoje o nosso amor venceu as labaredas....
Margarida Cimbolini
