quarta-feira, 16 de agosto de 2017

NOUTRO TEMPO

N"outro tempo abracei a montanha com as duas mãos unindo.as
ouvi a sua voz
segredava.me fantásticas historias de amor
escutei avidamente
como podia uma montanha amar assim
um amor feito de rios
e de serpentes
um amor vasto como o cume de mim
via á minha dimensão
na montanha
também eu era vasta
nesse tempo o tempo era enorme
ouvi a montanha
como se ecoasse
dentro de mim
sentia prazer
como por ela possuída..
e a paixão tornava.me vegetal e era o meu sangue a sua seiva
ambas respiravamos
mas muito rápido
escutei a respiração de toda a vida ali contida
era um forte hausto de amor
eu desaparecia
era um caule