lúcida
gosto de me sentir lúcida
lúcida do som
vibrátil dos meus passos
no soalho
quando ando
toda a casa vibra e estremece
num compasso
numa dança
de madeiras velhas
de juntas imprecisas
de fendas
de rasgos nas paredes
de bichos
pequenos insectos vastos e vagos
não sei os seus nomes
mas sinto-os
no interstício ..nas frinchas do chão
são os habitantes do Inverno
aqueles que escondidos
são mesmo assim vida
lúcida mas menos do que eles
afasto-os ...
escorraço da casa os seus pequenos sons
lúcida amo esta clareza
com que os sinto
lúcida do som
vibrátil dos meus passos
no soalho
quando ando
toda a casa vibra e estremece
num compasso
numa dança
de madeiras velhas
de juntas imprecisas
de fendas
de rasgos nas paredes
de bichos
pequenos insectos vastos e vagos
não sei os seus nomes
mas sinto-os
no interstício ..nas frinchas do chão
são os habitantes do Inverno
aqueles que escondidos
são mesmo assim vida
lúcida mas menos do que eles
afasto-os ...
escorraço da casa os seus pequenos sons
lúcida amo esta clareza
com que os sinto
gosto de me sentir lúcida
e de caminhar descalça sobre a madeira seca do soalho
e de caminhar descalça sobre a madeira seca do soalho
Margarida Cimbolini
