terça-feira, 9 de janeiro de 2018

LONGE

Longe
que longe de mim me sinto
em vão grito por mim
mas encontro apenas o eco
Na cabeça turbilhão de pensamento
onde não me reconheço
amálgama de lava
que me inunda
e me rompe a pele
Sítios onde pernoitam as minhas noites
Solidões que me assolam
em inexplicáveis angústias
onde ninguém pode penetrar
Peço a clareza das nascentes..
Chamo a mim todo o sal do mundo..
e nesta sede me resgato....
bebendo a seiva
da selva onde me
plantei..