toada
o teu rosto
que me beijava
boca de mosto
onde eu nadava
grossa a pele
poros fendidos
caricia tão leve
desperta os sentidos
meus longos cabelos
que tu enredavas
saudades tantas
dessas mãos brancas
postigos da vida
dizem que não
sem te dar nada
fui coração
fui fio de prumo
e tu meu rumo
rota muito amada
dentro de mim
crescia o calor
e era tua
na margem do rio
no chão na cama
o corpo sorria
na tua chama
partis-te um dia
como quem ama
agora saudade
esta alma ferida
no teu rosto sonha
e não te chora
olho o teu rosto
uma prece erguida
amo-te mais
amo-te tanto
mais que outrora
na vida partida um sorriso chora...
que me beijava
boca de mosto
onde eu nadava
grossa a pele
poros fendidos
caricia tão leve
desperta os sentidos
meus longos cabelos
que tu enredavas
saudades tantas
dessas mãos brancas
postigos da vida
dizem que não
sem te dar nada
fui coração
fui fio de prumo
e tu meu rumo
rota muito amada
dentro de mim
crescia o calor
e era tua
na margem do rio
no chão na cama
o corpo sorria
na tua chama
partis-te um dia
como quem ama
agora saudade
esta alma ferida
no teu rosto sonha
e não te chora
olho o teu rosto
uma prece erguida
amo-te mais
amo-te tanto
mais que outrora
na vida partida um sorriso chora...
Margarida cimbolini
