Pedra angular
os olhos focados nos seios
os seios descobertos em veludo
em sedas
abertos como lábios de carmim
as palavras mesureiras
as mãos salamaleques
em movimentos
lentos
ou rápidos sempre com um fim
o de poisar noutra mão
na anca na face
no outrossim
que não diz não
na mulher que nada diz
nem não nem sim
a pele amarela
flácida velha
o homem era assim
do ângulo paralelo
à mágoa
do sexo paralelo ao amor
da dor cercada por dor
da crítica e do azedume
ainda assim
aquele homem podia ter sido poeta...
....vivia no meio das palavras..
mas não era...era
apenas bem falante.
os seios descobertos em veludo
em sedas
abertos como lábios de carmim
as palavras mesureiras
as mãos salamaleques
em movimentos
lentos
ou rápidos sempre com um fim
o de poisar noutra mão
na anca na face
no outrossim
que não diz não
na mulher que nada diz
nem não nem sim
a pele amarela
flácida velha
o homem era assim
do ângulo paralelo
à mágoa
do sexo paralelo ao amor
da dor cercada por dor
da crítica e do azedume
ainda assim
aquele homem podia ter sido poeta...
....vivia no meio das palavras..
mas não era...era
apenas bem falante.
Margarida Cimbolini
