As mãos
seguem desventuradas
agudas esventradas
segundos minutos horas anos
seguem
seguram a última memória
agarram
sugam arranham
finas rugosas
rígidas ou móveis
seguram o lodo
no cais
perseguidos pelas veias azuis
cruzadas de Sóis
alinhavam ainda as linhas
do manto de névoa com que se escondem
as mãos morrem sempre
primeiro...
agudas esventradas
segundos minutos horas anos
seguem
seguram a última memória
agarram
sugam arranham
finas rugosas
rígidas ou móveis
seguram o lodo
no cais
perseguidos pelas veias azuis
cruzadas de Sóis
alinhavam ainda as linhas
do manto de névoa com que se escondem
as mãos morrem sempre
primeiro...
Margarida Cimbolini
