Graças
Brinco com o fogo
levanto as labaredas altas e vermelhas nas mãos
faço as crepitar
ouço o estalido da madeira
enquanto queimam
gemem e gritam como almas...
Sobem leves como penas..percorrem veios..tropeçam nos galhos
Caminham por entre o fumo...
esculpem formas muito belas...
e acabam por extinguir-se..lentamente..fervendo...liquidas sobem ao céu...
e dão graças !
Tenho nas mãos fogo vivo e quente..temo !
a minha mão foge ....foge... rejeita o fogo...renega o calor...teme !
Assim faço com a vida
depois de ateada e alta..deixo -a..
Fico surda ao seu chamado..
Mergulho na água salgada das minhas lagrimas...
E não creio em mim..
não olho para dentro..minto -me...
e mesmo assim...dou Graças !
e clamo por mais...
levanto as labaredas altas e vermelhas nas mãos
faço as crepitar
ouço o estalido da madeira
enquanto queimam
gemem e gritam como almas...
Sobem leves como penas..percorrem veios..tropeçam nos galhos
Caminham por entre o fumo...
esculpem formas muito belas...
e acabam por extinguir-se..lentamente..fervendo...liquidas sobem ao céu...
e dão graças !
Tenho nas mãos fogo vivo e quente..temo !
a minha mão foge ....foge... rejeita o fogo...renega o calor...teme !
Assim faço com a vida
depois de ateada e alta..deixo -a..
Fico surda ao seu chamado..
Mergulho na água salgada das minhas lagrimas...
E não creio em mim..
não olho para dentro..minto -me...
e mesmo assim...dou Graças !
e clamo por mais...
Margarida Cimbolini
