sábado, 5 de outubro de 2019

MOLDE

Molde
No barro deste poema te moldo..
terra nua na minha pele....
Poros abertos ao lume e ao luar...
escancaro os olhos do copro...a receber-te...
De Sol cubro o olhar dos mochos !
E hão-de os corvos ser gaivotas...no desaguar deste rio feito de noite ..branco de luar...
.
..rio coalhado de estrelas..
onde brinco feita ondina...
Barro da minha pele tinge de fogo esta àgua que salgo..
com lágrimas e adoço com beijos !
Serei lua esta noite ! .
....mas vou amanhecer terra aberta..
Espero apenas a semente ..!
Margarida Cimbolini