quinta-feira, 14 de maio de 2020

NA NOITE

Na noite

Caía a noite
Uma noite de Verão
Doce e quente

.Voavam sonhos.

Vem sempre a bonança
depois da tormenta.

Havia ainda escolhos
Restos da tempestade.

Mas claro era o sorriso
Daquele fim de tarde .

Ouvia -se ao longe o mar! 

Ouvidos há que ouvem sempre o mar..
por longe qu,ele esteja l

Sempre a maré mareja
a quem o mar deseja
a quem o sabe amar...

História de marinheiro está que vou contar....
Um homem um barco
dois remos...
Uma vida a naufragar! 

Falo do Zé marinheiro
e do amor..
Do amor feito criança
que juntou Maria e a esperança..
de sempre sonhar...

Mas o mar é ciumento
Pode ser quente amoroso..
Ou altaneiro formoso
Vaidoso da sua espuma
cioso..exigente ...arrogante ,impaciente !

A maré a desejar! 

Dois destinos duas almas..
Que nasceram na praia
Viveram na areia
É à sombra de um barco
Aprenderam a amar

E assim correram os dias os anos..
O tempo não pára
Corteja. ampara,,,proteje.. Mas nem sempre o tempo rege! 

A vida é vaga serena mas volta, volteia no ar.. 

E um dia o Zé saiu e não voltou do mar

Na praia ficou  Maria
E toda a noite... sempre que a noite caía
na tempestade a passar! 

Beijava a saudade a Maria....

Más mesmo assim amava.... com toda a sua dor... amava a Maria... 
.....o mar! 

Margarida Cimbolini