O tempo
Os sonhos alteram -se
Os dias tornam-se mudos
Pesa a solidão e o silêncio
A singularidade acentua-se
Adentra - se a fé
quase imposta pelo tempo..
Meses de céu duro adoçado pelo alongar das tardes....
Foi uma estranha Primavera...
Floriu no medo roçando a insanidade...
Mudaram-se os gestos...
na paralesia dos afectos.!
Nasceu a fome de beijos ....
e é maior a fome dos povos...
O mundo todo inteiro olhou o fundo...
viu a morte anunciada...
Pobre e indefeso mundo....
Que descobre a letra que lê finalmente a palavra....
Nas ruas reina o vagabundo....
O peregrino olha de longe a estrada.....
Doente estava já o mundo....
Bateram sinos na alvorada !
E o tempo continua....quedo e sossegado..
Seguem as estações o seu rumo....
Inexorável tempo sem começo e sem fundo...
Guarda-se dele a memória...
Hoje e agora os dias fazem história...