Olhar o infinito
Com um olhar magoado
Com um olhar assustado
Cada manhã eu fico no silêncio
a vislubrar o infinito !
As pestanas tremem..
nas pálpebras fechadas..
É uma espera..onde não espero nada !
Um vazio na morte anunciada ..
Sigo um rasto de luz na solidão povoada..
Não fujo...não corro..
Caminho por dentro quieta calada..
Impotente no coração doce ..na boca amarga !
Está escuro o tempo...
na consciência iluminada..
Não controlo o vento..não controlo nada !
Olho o infinito..espero..
Guardo o silêncio ..nas veias sinto o sangue !
Na pele...em cada poro transpiro..
a morte..
Uma morte anunciada..