sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O BREU

O breu
era simultaneamente o punhal e o golpe
contido na pele estava seu acre perfume
Os seus passos diziam o meu nome
Vinha do escuro ele era o escuro 
A minha alma pingava claridade
uma claridade tão imparável como as marés
Só o amor cura às fraturas da alma..
E era amor essa claridade sem barreiras
no chão cresciam gotas de mel
a inundaram de calor o caminho de neve
Sem medo e sem frio mergulhei no amor.