sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

VEM

vem
eleva-me tão...tão docemente
como se d,uma pena se tratasse
e faz de mim pingo fulgente
de um amor ou de uma arte
vem... tu que a mim te prometes
em sonhos presságios de amor
solta teus olhos a Oeste
de longe sentirás este ardor
nem princesa nem sereia
nem rainha nem coros ou esplendor
ouvirás uma alma plebeia
e um chamamento ou uma dor
sou eu que te chamo baixinho
e trago no corpo calor
serei para ti rosmaninho
e hás-de sentir meu odor
estarei no luar de Dezembro
de arco e flecha na mão
espero madrugada dentro
para ouvir teu coração
Margarida Cimbolini