vareando
deixo que o olhar se afunde
na tranquilidade das águas
é um olhar pesado e verde
na tranquilidade das águas
é um olhar pesado e verde
.porque estará o mar tão tranquilo.
gosto quando a sua alma gesticula e geme
tirando pedaços ás rochas
roubando vidas que a ele se entregam
em reminiscências tão antigas
que as temo
tirando pedaços ás rochas
roubando vidas que a ele se entregam
em reminiscências tão antigas
que as temo
conheço as aguas profundas tremendamente verdes
desse mar que agora se espraia no azul da calmaria
desse mar que agora se espraia no azul da calmaria
amo os seus profundos e viscosos verdes
feitos de grutas tão sem mistério como pequenos ninhos
onde estará a alma ,em que gruta ou âmago desconhecido
se anicha a alma desse oceano caprichoso e insolente
capaz de agitar a terra desfazendo-a em estilhaços
se anicha a alma desse oceano caprichoso e insolente
capaz de agitar a terra desfazendo-a em estilhaços
.sei que o faz por amor..
.porque outra razão o faria.
ou será a ardente lava que esconde debaixo do seu arenoso leito
que me faz medo.
que me faz medo.
miro mais uma vez a quietude desse mar mentiroso e cruel
encontro nele o espelho que procuro
quando em lacunas de lucidez anseio por mim
fervendo de emoções ,,tombando em desejos que não controlo
em chamas que não ateio
quando em lacunas de lucidez anseio por mim
fervendo de emoções ,,tombando em desejos que não controlo
em chamas que não ateio
peregrina me torno desses caminhos
será nesses labirintos de corais e esferas
será aí nos covões de Neptuno
onde não penetra a luz do dia que encontrarei a minha luz...
será nesses labirintos de corais e esferas
será aí nos covões de Neptuno
onde não penetra a luz do dia que encontrarei a minha luz...
