desejo
doce e quente era a melodia
da cascata no seu marulhar
quente estava o dia
e nem uma brisa se ouvia
nem um vento a refrescar
ao som da cascata a paixão subia
nos corpos nus a rolar
mãos corriam ...ternas exigentes
mãos de mulher ....doces
mãos de femêa fermentes
as bocas misturam-se nos sexos
soltam-se beijos no ar
as peles roçam como sedas
e sente-se o roçagar
Eros ergue-se celebrado
nas gotas brilhantes
nas línguas cintilantes
onde pernoita o luar
cem anos de crepúsculos
´sobre o dom humano de amar
sobre o ufano ardor dos sexos
cem vezes penetrados
em folhos ..em fendas ...em lendas
tesos...... ressemeando odor
o odor do amor
em desejos sem fim
em louco e continuado frenesim
nunca o desejo satisfeito
alumiado por chamas tão ardentes
se banhou por fim
na cascata da doce melodia
onde pouco a pouco acabou por nascer o dia..
da cascata no seu marulhar
quente estava o dia
e nem uma brisa se ouvia
nem um vento a refrescar
ao som da cascata a paixão subia
nos corpos nus a rolar
mãos corriam ...ternas exigentes
mãos de mulher ....doces
mãos de femêa fermentes
as bocas misturam-se nos sexos
soltam-se beijos no ar
as peles roçam como sedas
e sente-se o roçagar
Eros ergue-se celebrado
nas gotas brilhantes
nas línguas cintilantes
onde pernoita o luar
cem anos de crepúsculos
´sobre o dom humano de amar
sobre o ufano ardor dos sexos
cem vezes penetrados
em folhos ..em fendas ...em lendas
tesos...... ressemeando odor
o odor do amor
em desejos sem fim
em louco e continuado frenesim
nunca o desejo satisfeito
alumiado por chamas tão ardentes
se banhou por fim
na cascata da doce melodia
onde pouco a pouco acabou por nascer o dia..
Margarida Cimbolini
MULHERES NO BANHO, DE TAMARA DE LEMPICKA
MULHERES NO BANHO, DE TAMARA DE LEMPICKA
