terça-feira, 19 de abril de 2016

DIA CLARO

Dia claro
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no meu país
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no meio das cearas douradas
no meio dos verdes campos
e das alvissaras dadas
em turbilhões de mar salgado
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dia claro onde eu nasci
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Bandeira se hasteou ao vento
............e gemi...
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poetas cantaram Teu nome
vidas ceifadas em ti
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..... mares nunca dantes navegados
...........por mim.....
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eu te amei quando te aprendi.
Conheci-te tão longe de ti
dia a dia cada vez mais longe
na busca de um dia claro
.........fugi....
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Tantos mares e marés e campos verdes
eu vi,,,,,
longe mais longe.............
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Quatro vezes caminhei.....
e quanto vinho bebi ..e quantos homens amei...
cinco quinas me trouxeram
e voltei para ti.....
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O meu país ,onde eu nasci.....
Preso ,retalhado turvado te encontrei
Mirando uma morte anunciada
,
vi uma nação ajoelhada
.............um povo injuriado
........um ....fado da cor da vida
......a tua carne era pão
. e o teu sangue era bebida..
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Esperei.. vivi ...suei .....morri......
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Despertou um povo...mas não um país novo
.......esse eu nunca o vi..........
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Assírios,Persas ,Gregos .Romanos
Escalabitanos um cravo vermelho.....
uma trombeta ....um alvoroço....
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...
E eis um Portugal tão antigo ......
.........que de repente se faz moço....
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e na mocidade se atraiçoa..........
E de novo cai e se abalrroa
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.....mas canta ......
.....cada ABRIL até que a voz lhe doa..
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Olhai os li-rios.. dos campos...........
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e os campos por lavrar......
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Hei-de voltar cinco vezes.........
.
.....cinco vezes vou voltar.......
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e um Império antigo e um País novo vou cantar...