quarta-feira, 20 de abril de 2016

Será febre ou quentura
ou algo a acordar
em mim ou rindo de mim
irei procurar na rua
é noite e grita o luar
e soam ruídos fugazes
como fagulha a saltar
é agora morrer ou amar
está esta noite clara
ou será que já é dia
percorro as linhas de sombra
sombras de mim na estrada
ou estrada das minhas sombras
a agitar -me a fervura
escorre em mim o poema
quente e roto
gasoso de amargura
fundindo em mim em doçura
todo em sombras de prazer
é noite e corro nua
quase mordendo a lua
só para ver o Sol nascer...
talvez na esquina da rua
eu vá amar ou morrer