terça-feira, 20 de setembro de 2016

dá-me

dá-me
dá-me a tua coragem
essa a derradeira...
a primeira 
persigo Camões com afã
e nega-se
a mim não me quer como escrava
há outra escreveu endechas
aflora em mim madeixas
E eu só quero ser eu
nada mais
mas ser eu por dentro e por fora
absurda ,,,velha,,,sem um sorriso....
ser eu no meu paraíso..
............assim egoísta e louca
arrogante coisa pouca.................
amiga do meu gato pardo...
...com o cão estou amuada....
e sempre escrevendo e lendo...
e escrevo com erros e tudo...
quando o faço até me roço.....
já esperando um amigo aflito
..a dizer-me do erro ....contrito...
e eu quero lá saber !gozo o gosto das romãs !
e das amoras silvestres....não não lhes chamo pestes !
Anda lá dá-me coragem de sair na hora mais quente !
e de estar a dormir mas presente.....
E este sono malvado traiu-me de novo....
Que poema pardacento!só porque te lembrei...
deixa-me dar outro erro...vêm música ,,,vem...
e terei amigo atento que nunca a mim chega
-Mas lê gosta e manda recado....
.....olha ali está errado ! eu sei.....obrigado...
obrigado leitor do meu pecado............e volta amanhã ..
terei por certo outro erro...
Que fazer ???? este é meu fado...
Deixa-me ser eu....animal velho e danado....que faz das palavras
suas ...por ser assim tonto ...manco e iletrado....mas vem..