Meu amor
Uma ave de carne
Um fogo posto
Um sabor a mosto
Um rio de saudade
Uma madrugada
Um silvo de serpente
Gritado em poesia
Fogo no meu corpo
Fogo no teu corpo
Omissa a palavra
Silêncio medieval
O teu ar desajeitado
Sem abrigo
Fechado na forma e no ser
Um coração de poeta
Sem abrigo
No fato
Na alma
Uma ave de carne
A morder
Um grito de ser
Sem saber
O teu abrigo era eu
Asas abertas
Vozes gritando
Um fogo posto
Um sabor a mosto
Um rio de saudade
Uma madrugada
Um silvo de serpente
Gritado em poesia
Fogo no meu corpo
Fogo no teu corpo
Omissa a palavra
Silêncio medieval
O teu ar desajeitado
Sem abrigo
Fechado na forma e no ser
Um coração de poeta
Sem abrigo
No fato
Na alma
Uma ave de carne
A morder
Um grito de ser
Sem saber
O teu abrigo era eu
Asas abertas
Vozes gritando
O cenário tombou
O fogo acendeu
Ribalta a arder
Na margem eu
O pano caiu
Meu amor
Nas pedras da rua
Ficou madrugada sem dia
E aquele momento,,,,,,
Margarida Cimbolini
