segunda-feira, 29 de maio de 2017

CHOVE

chove
chuvas de Maio.
silêncios sonantes
escuridão de que provenho
sentidos despertos
singular proveta invisível
de alquímicos sons
os sons de nós
os nossos laços ...agora nós
agora amarras cordas de sangue
algas que enrredam em nostalgia
enrredam os ossos enrredam as vidas
são agora plurais ambíguos
mãos calosas e duras
sequelas de outras mãos
e o corpo a palpitar..gritando desejo
apenas recorda frágeis memórias
acreditando na noite...