terça-feira, 9 de maio de 2017

VIAGEM

Viajem
Mesmo com os pés nus
a chuva não iria dançar..
Como explicaria ela a falta de pegadas?!? 
A cumplicidade entre as gotas era clara
Mas inglória!
Não deixaria sinais..
E a realidade era perentória.
Eram precisas marcas...
Dançar era isso..
Deixar o ritmo no chão.
.... indelével.
Era a única semente!
Dançar perpétuava o som..
Daí as notas iriam sair crescer e dar fruto.
Assim era apenas mais uma viajem no fim da noite!
Margarida Cimbolini