Escutos
Ás vezes é no fim da noite..
quase ao amanhecer
que o escuto
quase ao amanhecer
que o escuto
é no silencio
que o surdo som da terra
se ouve melhor
que o surdo som da terra
se ouve melhor
Sai dela um grito infinito
manso e omnisciente
manso e omnisciente
que me prende ....sem pensamento
que me recua e eleva
que me aquieta alma e sentidos
e me funde neste abraço onde sosségo
e me funde neste abraço onde sosségo
Sinto ainda a epiderme das estrelas
lançando esse orvalho húmido
que começa a evaporar-se
deixando lágrimas nos canaviais
lançando esse orvalho húmido
que começa a evaporar-se
deixando lágrimas nos canaviais
Lágrimas das estrelas são nuvens
ligeiras nuvens repassadas de amor
ligeiras nuvens repassadas de amor
e amo
Amo entre nesgas de saudade...
Salto os grilhões dos anéis do tempo
que fervilham de sangue e de batalhas....
que fervilham de sangue e de batalhas....
Escuto esse som de orvalho velho
que se multiplica em melodias de liberdade
e alimenta a vida......
que se multiplica em melodias de liberdade
e alimenta a vida......
e amo
Que mais poderei amar
se amanhecem despidos beijos
a matar-me a sede
se amanhecem despidos beijos
a matar-me a sede
Que mais poderei amar se a noite
me entrega já o dia.......
e me retém no seu abraço
como flor da sua natureza......
me entrega já o dia.......
e me retém no seu abraço
como flor da sua natureza......
Que mais poderei amar..além desse som
que me ecoa dentro...
que me ecoa dentro...
Dimensão que não ouso desvendar mas que me alimenta !
