Não faças nascer as madrugadas
digo não há tua sombra
não faças nascer as madrugadas
elas enchem-se de sombras
quando te perseguem
não que sejam claras fulgentes
são brilhantes pingentes
de candeeiro apagado
que a luz faz brilhar e quando cai neve ficam frias
são grutas geladas
que aqueço com gargalhadas
ou onde escuto o silêncio da música
onde a tua ausência toca
fazendo os pingentes tilintar
ás vezes no escuro acendo o candeeiro
para ver o céu............ enxergo constelações
e fico a adivinhar as suas formas
zanga-se o luar ciumento dos meus olhos
e fecho os olhos a adivinhar-te
tão escuro no claro da memória
delineado ao sabor dos desejos....
Guardo-te em molduras de aço....
.....................nas de prata ponho a lua......
.....as tuas ficam cá fora nas pedras da rua
na rua onde caminhava bem cedo na manhã desconhecida
cheia de madrugadas....vazia como ocarina cansada de ser tocada
e feliz com a claridade deixada no tom da tua pele ...
não faças nascer as madrugadas
elas enchem-se de sombras
quando te perseguem
não que sejam claras fulgentes
são brilhantes pingentes
de candeeiro apagado
que a luz faz brilhar e quando cai neve ficam frias
são grutas geladas
que aqueço com gargalhadas
ou onde escuto o silêncio da música
onde a tua ausência toca
fazendo os pingentes tilintar
ás vezes no escuro acendo o candeeiro
para ver o céu............ enxergo constelações
e fico a adivinhar as suas formas
zanga-se o luar ciumento dos meus olhos
e fecho os olhos a adivinhar-te
tão escuro no claro da memória
delineado ao sabor dos desejos....
Guardo-te em molduras de aço....
.....................nas de prata ponho a lua......
.....as tuas ficam cá fora nas pedras da rua
na rua onde caminhava bem cedo na manhã desconhecida
cheia de madrugadas....vazia como ocarina cansada de ser tocada
e feliz com a claridade deixada no tom da tua pele ...
Não faças nascer as madrugadas todas as noites há uma mesmo sem ti..
Margarida Cimbolini
