Não
não há medo no amor
nem ogivas nos olhos das corujas
não há freio para o sentir
nem sombras para o que é inteiro
piam as aves nos claustros
mas só o crente ouve as àve-marias
piso as pedras nuas
com os pés descalços
e fogem de mim fragmentos de sangue
sangue e penas voam na tempestade
no mar está o meu rumo
mas é dentro que está o amor
e aí onde sou livre
encontro liberdade
não há medo no amor
nem ogivas nos olhos das corujas
não há freio para o sentir
nem sombras para o que é inteiro
piam as aves nos claustros
mas só o crente ouve as àve-marias
piso as pedras nuas
com os pés descalços
e fogem de mim fragmentos de sangue
sangue e penas voam na tempestade
no mar está o meu rumo
mas é dentro que está o amor
e aí onde sou livre
encontro liberdade
Margarida Cimbolini
